Dicas da SBACV contra TEV


TVP


Fique atento!
A Trombose Venosa Profunda (TVP), conhecida como flebite ou tromboflebite profunda, é a doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias - vasos sangüíneos que levam o sangue de volta ao coração - em um local ou momento não adequados (devemos lembrar que a coagulação é um mecanismo de defesa do organismo). As veias mais comumente acometidas são as dos membros inferiores (cerca de 90% dos casos). Os sintomas mais comuns são a inchação e a dor.
É uma patologia mais freqüente em pessoas portadoras de certas condições predisponentes - uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal, tabagismo, presença de varizes, pacientes com insuficiência cardíaca, tumores malignos, obesidade ou a história prévia de trombose venosa.
Outras situações são importantes no desencadeamento da trombose: cirurgias de médio e grande portes, infecções graves, traumatismo, a fase final da gestação e o puerpério (pós-parto) e qualquer outra situação que obrigue a uma imobilização prolongada (paralisias, infarto agudo do miocárdio, viagens aéreas longas, etc). Entre as condições predisponentes é importante citar ainda a idade avançada e os pacientes com anormalidade genética do sistema de coagulação.
A TVP pode ser de extrema gravidade na fase aguda, causando embolias pulmonares muitas vezes fatais (embolia pulmonar é causada pela fragmentação dos coágulos e a migração destes até os pulmões, entupindo as artérias pulmonares e gerando graves problemas cardíacos e pulmonares).
Na fase crônica, após dois a quatro anos, os principais problemas são causados pela inflamação da parede das veias que, ao cicatrizarem, podem levar a um funcionamento deficiente destes vasos sangüíneos.
O conjunto das lesões (pigmentação escura da pele, grandes varizes, inchação das pernas, eczemas e úlceras de perna) é chamado de síndrome pós-flebítica. Esta complicação leva a imensos problemas socio-econômicos por ser de tratamento caro, prolongado e extremamente penoso em suas repercussões sociais.
A TVP é, muitas vezes, assintomática. O diagnóstico clínico é difícil. O exame mais utilizado para o diagnóstico da TVP é o Eco Color Doppler.
O tratamento é feito com substâncias anticoagulantes (impedem a formação do trombo e a evolução da trombose) ou fibrinolíticos (destroem o trombo). Mais modernamente, e em situações selecionadas, o tratamento da TVP pode ser feito na própria residência do paciente, usando-se as heparinas de baixo peso molecular.

ROCKET AF: Rivaroxaban versus Warfarin in Nonvalvular Atrial Fibrillation

ROCKET AF: rivaroxabana para prevenção contra o AVC na fibrilação atrial

  • Fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais comum e aumenta consideravelmente o risco de AVC
  • Fatores de risco adicionais como idade, sexo e condições médicas concomitantes (incluindo insuficiência cardíaca e diabetes mellitus) agravam o risco de AVC
  • Os antagonistas da vitamina K, como a varfarina e acenocumarol, são o padrão atual de tratamento para prevenção de AVC na FA mas sua administração é desafiadora na prática clínica
  • Embora os antagonistas da vitamina K sejam eficazes eles têm um perfil farmacológico imprevisível que necessita de monitoramento de rotina da coagulação e ajuste de dosagem a fim de garantir que os pacientes continuem dentro da faixa terapêutica
  • Apesar das recomendações das diretrizes, menos de 55% dos pacientes com FA que precisam da anticoagulação a recebem
  • Apenas 1 em 10 pacientes com FA estavam recebendo anticoagulação adequada no momento do primeiro AVC

ROCKET AF: rivaroxabana uma vez ao dia versus varfarina com ajuste da dose

ROCKET AF comparou a eficácia e segurança de rivaroxabana uma vez ao dia com a varfarina para a prevenção do AVC e da embolia sistêmica em pacientes com FA não valvular para os quais as diretrizes de tratamento recomendam anticoagulação oral.
 
Objetivo
O objetivo principal do ROCKET FA era avaliar se rivaroxabana uma vez ao dia era não-inferior quanto varfarina com ajuste de dose para a prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com FA não valvular com alto risco de AVC.

Projeto do estudo

ROCKET AF foi um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego, multicêntrico, grupo paralelo, controle ativo de 14.264 pacientes com FA não valvular e histórico de AVC, AIT ou embolismo sistêmico, ou com pelo menos dois fatores de risco para AVC. Os pacientes foram randomizados para receber:
  • Rivaroxabana 20 mg uma vez ao dia (15 mg uma vez ao dia para pacientes com dano renal moderado ao início do tratamento [clearance de creatinina de 30 a 49 ml/min.])
  • Varfarina administrada com a finalidade de obtenção de RNI de 2,5 (variação 2,0 a 3,0)
Para preservar o caráter cego do estudo, todos os grupos se submeteram ao monitoramento de rotina de coagulação conforme necessário com a varfarina. Os valores de controle do índice internacional normalizado foram fornecidos para os pacientes que receberam rivaroxabana.

 

Critérios de inclusão

O estudo foi projetado para avaliar uma população adulta de paciente com risco de FA de moderado a alto, persistente ou paroxístico e:
  • AVC, ataque isquêmico transitório ou embolismo sistêmico anteriores; ou
  • Dois ou mais fatores de risco para AVC incluindo: insuficiência cardíaca clínica e/ou fração de ejeção ventricular esquerda ≤35%, hipertensão, idade ≥75 anos ou diabetes mellitus
  • Pacientes com apenas dois fatores de risco de AVC foram limitados a 10% dentre a população total do estudo, com o restante dos pacientes necessitando três ou mais fatores de risco, ou com AVC, ataque isquêmico transitório, ou embolia sistêmico anteriores

Desfechos do estudo

  • O desfecho primário de eficácia era o desfecho composto por AVC (isquêmico ou hemorrágico) e embolia sistêmica
  • O principal resultado de segurança era a composição de sangramento grave e sangramento não grave clinicamente relevante
Original Article:

Rivaroxaban versus Warfarin in Nonvalvular Atrial Fibrillation

Manesh R. Patel et cols and the ROCKET AF Steering Committee for the ROCKET AF Investigators
N Engl J Med 2011; 365:883-891September 8, 2011

Fonte: Xarelto(R)

Rivaroxabana


A rivaroxabana é um inibidor direto altamente seletivo do fator Xa com biodisponibilidade oral.

Para relembrar, a ativação do fator X a fator Xa (FXa) por meio das vias intrínseca e extrínseca desempenha um papel central na cascata da coagulação sanguínea. O FXa converte diretamente a protrombina em trombina por meio do complexo de protrombinase e, finalmente, essa reação leva à formação do coágulo de fibrina e à ativação das plaquetas pela trombina.
Uma molécula de FXa é capaz de gerar mais de 1.000 moléculas de trombina pela natureza de amplificação da cascata da coagulação. Além disso, a taxa de reação do FXa ligado à protrombinase aumenta 300.000 vezes, em comparação à do FXa livre e causa uma descarga explosiva de geração de trombina. Os inibidores seletivos de FXa podem encerrar a descarga amplificada de geração de trombina.
Não há necessidade de monitorar os parâmetros de coagulação durante o tratamento com rivaroxabana.

Indicações atuais:

- Prevenção do tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes que se submetem à artroplastia eletiva do quadril ou do joelho.
- Tratamento da trombose de veia profunda (TVP), e prevenção da TVP recorrente e embolia pulmonar (EP) seguida de TVP aguda.
- Prevenção de AVC e embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial não valvular.

AMPLIFY-EXT Fase 3


O estudo fase 3 AMPLIFY-EXT avaliou o tratamento com Eliquis (apixabana) durante um ano em comparação ao placebo para a prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) recorrente. O estudo envolveu 2.486 pacientes que tinham de 6 a 12 meses de tratamento anticoagulante para TEV, trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). Eliquis demonstrou superioridade em relação ao placebo na redução do TEV sintomático recorrente e morte por qualquer causa (11,6% no grupo que recebeu placebo versus 3,8 % no grupo que recebeu Eliquis 2,5 mg e 4,2% no que recebeu o de 5 mg), sem aumentar a taxa de sangramento do tipo major*.

Eliquis (apixabana) já é utilizado para evitar tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes submetidos à cirurgia de artroplastia total de joelho e quadril. Sua segunda indicação (prevenção de AVC em pacientes com fibrilação atrial) foi aprovada no final de novembro pelo Comitê de Medicamentos para Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Clinical trials of extended apixaban, TrialResults-center www.trialresultscenter.org

Trial Treatments Patients Trials design and methods
extended apixaban vs placebo

More details and results :
antithrombotics for venous thrombosis in all type of patients at http://www.trialresultscenter.org/godirect.asp?q=101
antithrombotics for venous thrombosis in secondary prevention of VTE at http://www.trialresultscenter.org/godirect.asp?q=149new oral anticoagulants for venous thrombosis in all types of patients at http://www.trialresultscenter.org/godirect.asp?q=505

Comissão de Prevenção de Fenômenos Tromboembólicos faz campanha "Todos contra TEV"


:: Comissão de Prevenção de Fenômenos Tromboembólicos faz campanha "Todos contra TEV"
Neste mês de novembro, o Hospital Meridional completa dois anos da implantação do Protocolo de Prevenção de Fenômenos Tromboembólicos. Para enfatizar a importância da prevenção e tratamento da trombose, a comissão responsável – formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e farmacêuticos – realiza na semana de 26 a 30 de novembro ações educativas para a assistência hospitalar e pacientes, com orientações e distribuição de panfletos e adesivos.

O Tromboembolismo Venoso ou TEV se dá pela formação de um trombo no interior do coração ou de um vaso sanguíneo.  A formação do trombo é geralmente causada por um dano nas paredes do vaso, por um trauma ou infecção e também pela lentidão ou parada do fluxo sanguíneo em determinado ponto do vaso.

De acordo com o médico da qualidade do Comitê de Qualidade do Hospital Meridional e anestesiologista, Dr. Pablo Gusman, o objetivo da campanha, em parceria com o Laboratório Sanofi para o programa TEV Safety Zone, é “alertar a sociedade para conhecimento da prevenção e dos sintomas do tromboembolismo venoso”.
O trabalho em conjunto com a Sanofi permitiu que o Meridional se tornasse referência nacional no combate aos casos de trombose. Para prevenir o risco de TEV, é feita a classificação do risco dos pacientes e a profilaxia com medicamentos, além de ações não-farmacológicas. Dessa forma, o hospital garante a recuperação do paciente antes e após uma cirurgia de médio ou grande porte ou mesmo em internações clínicas.

A campanha acontece também nas redes sociais por meio do twitter (@todoscontraTEV), blog (www.todoscontratev.com) e da página do facebook (Todos contra TEV).
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Risco de viagens prolongadas e TEV

Fonte da figura: G1

Projeto de lei prevê que empresa de transporte informe sobre tromboembolismo venoso - TEV! 

Aprovado por comissão do Senado, ele pode seguir a sanção presidencial.

TEV pode aparecer durante viagens mais longas.

Projeto de lei aprovado pelo Senado nesta quarta-feira, 21 de novembro, pode obrigar empresas de transporte coletivo a orientar passageiros sobre medidas a serem adotadas durante as viagens para evitar a trombose venosa profunda, que é causada pela formação de coágulos nas veias, de acordo com informações da Agência Senado.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou a proposta em decisão terminativa. Se não houver recurso para levar o projeto a votação em plenário, ele poderá seguir para a sanção da presidente Dilma Rousseff. O texto inicial é do agora ex-deputado Ciro Pedrosa (PV-MG).

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Hospital Meridional é Safety Zone


Comissão de Prevenção de fenômenos tromboembólicos faz campanha “Todos contra TEV”

Neste mês de novembro, o Hospital Meridional completa dois anos da implantação do Protocolo de prevenção de fenômenos tromboembólicos. O Tromboembolismo venoso ou TEV se dá pela formação de um trombo no interior do coração ou de um vaso sanguíneo. A formação do trombo é geralmente causada por um dano nas paredes do vaso, por um trauma ou infecção e também pela lentidão ou parada do fluxo sanguíneo em determinado ponto do vaso.

 Para enfatizar a importância da prevenção e tratamento da trombose, a comissão responsável – formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e farmacêuticos – realiza na semana entre 26 e 30 de novembro ações educativas para a assistência hospitalar e pacientes, com orientações e distribuição de panfletos e adesivos.

De acordo com o médico da qualidade do Comitê de Qualidade do Hospital Meridional e anestesiologista, Dr. Pablo Gusman, o objetivo da campanha, em parceria com o Laboratório Sanofi para o programa TEV Safety Zone, é “alertar a sociedade para conhecimento da prevenção e dos sintomas do tromboembolismo venoso”.O trabalho em conjunto com a Sanofi permitiu que o Meridional se tornasse referência nacional no combate aos casos de trombose. Para prevenir o risco de TEV, o Meridional realiza a classificação do risco dos pacientes e faz a profilaxia com medicamentos, além de ações não-farmacológicas. Dessa forma, o hospital garante a recuperação do paciente antes e após uma cirurgia de médio ou grande porte ou mesmo em internações clínicas. A campanha acontece também nas redes sociais por meio do twitter (@todoscontraTEV), blog (www.todoscontratev.com) e da página do facebook (Todos contra TEV).

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Trombose! Saiba como prevenir!

Previna-se de trombose em voos de longa duração


Mantenha uma boa circulação sanguínea durante voos de longa duração

Alongamentos e hidratação ajudam na prevenção da formação de coágulos e trombose durante sua viagem

A falta de mobilidade em longos voos favorece a formação de coágulos nas veias das pernas (trombose venosa profunda). Estes coágulos podem ser deslocados pela circulação, indo invariavelmente parar nos pulmões (embolia pulmonar). Caso o volume de coágulos que chega aos pulmões seja muito grande, a oxigenação do sangue pode ser dramaticamente prejudicada e até mesmo interrompida e levar à morte.
Para combater esse problema que pode levar a morte, existem algumas medidas simples que são essenciais para evitar a trombose venosa associada a vôos longos. Leia abaixo:

Hidrate-se: Beba água e sucos regularmente. Quando você está bem hidratado é como se estivesse diluindo o sangue. Este se torna menos viscoso, diminuindo o risco de trombose.

Evite bebidas alcoólicas e café em excesso: Ambos ajudam na desidratação do corpo com o efeito inverso ao desejado para prevenção.

Movimente-se: Não fique na poltrona o voo inteiro. É muito importante que você ande pelos corredores a cada duas horas, ativando os músculos das pernas e assim beneficiando a circulação sanguínea. Evite o uso de medicamentos que produzem sono e faça com que você fique parada no seu assento.

Exercite-se: Mesmo sentado você pode estimular sua circulação por meio de exercícios simples: contraia e relaxe os dedos dos pés, como se estivesse tentando pegar algo com eles. Levante os pés do chão alternadamente (uma perna de cada vez). Fique na ponta dos pés alternadamente. Faça dez repetições de cada um desses exercícios a cada hora. 

Meias elásticas: São meias bastante úteis na compressão das veias das pernas, promovendo melhora na circulação. Mas não as use sem antes procurar a orientação de um cirurgião vascular. A escolha de modelos inadequados ou o mau uso das meias elásticas podem ser prejudiciais.

Medicamentos: Apenas em situações extremas é necessário o uso de medicamentos anticoagulantes para prevenir a Síndrome da Classe Econômica, característica de passageiros que viajam por longas distâncias e em pequeno espaço nos assentos. E estes devem ser obviamente prescritos por um médico. É extremamente desaconselhável o uso destes medicamentos sem a devida orientação médica, pois podem ter efeitos colaterais fatais.  

Aproveite sua viagem e siga as orientações para que você volte com saúde e segurança.
Fonte:
http://www.minhavida.com.br/
http://www.trombose.com.br/