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App PECTEV

PECTEV 
Programa de Educação Continuada em Tromboembolismo Venoso

Este software tutorial ajuda na avaliação de risco e prevenção do Tromboembolismo Venoso (TEV) em pacientes internados, com base nas diretrizes atualizadas do Conselho Federal de Medicina (CFM)







O que é Trombose?

O que é Trombose?


Sinônimos: Trombose venosa profunda, coágulos sanguíneos nas pernas
A trombose venosa profunda é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia localizada no interior de uma parte do corpo, geralmente nas pernas.

Causas

A trombose venosa profunda (TVP) afeta principalmente as veias grandes no segmento inferior das pernas e das coxas. O coágulo pode bloquear o fluxo sanguíneo e causar inchaço e dor. Quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, é chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.
AdamEsquematização de um coágulo sanguíneo
Os coágulos de sangue podem se formar quando algo retarda ou altera o fluxo de sangue nas veias. Os fatores de risco incluem:
  • Após um cateter de marcapasso ter sido passado através da veia na virilha
  • Repouso absoluto
  • Hábito de fumar
  • Histórico familiar de coágulos sanguíneos
  • Fraturas na pélvis ou nas pernas
  • Parto nos últimos 6 meses
  • Insuficiência cardíaca
  • Obesidade
  • Cirurgia recente (especialmente cirurgia de quadril, joelho ou cirurgia pélvica feminina)
  • Glóbulos sanguíneos em excesso sendo produzidos pela medula óssea (policitemia vera), tornando o sangue mais denso e lento do que o normal
Você também tem mais probabilidade de desenvolver TVP se você tiver alguma das seguintes condições:
  • Sangue que tem mais propensão de coagular (hipercoagulabilidade)
  • Câncer
  • Tomar estrogênios ou pílulas anticoncepcionais. Este risco é ainda maior se você fumar.
As TVPs são mais comuns em adultos com mais de 60 anos, mas podem ocorrer em qualquer idade.
Ficar sentado por períodos longos ao viajar pode aumentar o risco de TVPs. É mais provável quando um ou mais dos fatores de risco listados acima também estejam presentes.

Exames

Seu médico realizará um exame físico. O exame pode mostrar uma perna vermelha, inchada ou sensível.
AdamTrombose venosa profunda
Os seguintes testes podem ser feitos:
  • Exame de sangue de dímeroD
  • Exame de ultrassom Doppler das pernas
  • Pletismografia (medição do fluxo sanguíneo) das pernas
  • Raio X para mostrar as veias na área afetada (venografia)
Exames de sangue podem ser feitos para verificar se há mais chance de coagulação de sangue (hipercoagulabilidade). Esses testes incluem:
  • Resistência à proteína C ativada (verifica se há a mutação do fator V de Leiden)
  • Níveis de antitrombina III
  • Anticorpos antifosfolipídeos
  • Teste genético para procurar mutações que tornem você mais suscetível a desenvolver coágulos sanguíneos, como a mutação G20210A da protrombina
  • Anticoagulantes de lúpus ou
  • Níveis de proteína C e S
  • Triagem para coagulação intravascular disseminada (CIVD)
Esta lista não abrange tudo.
Fonte: http://www.minhavida.com.br/

Tratamento e prevençao de trombocitopenia induzida por heparina

 2012 Feb;141(2 Suppl):e495S-530S. doi: 10.1378/chest.11-2303.

Treatment and prevention of heparin-induced thrombocytopenia: Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines.

Abstract

BACKGROUND:

Heparin-induced thrombocytopenia (HIT) is an antibody-mediated adverse drug reaction that can lead to devastating thromboembolic complications, including pulmonary embolism, ischemic limb necrosis necessitating limb amputation, acute myocardial infarction, and stroke.

METHODS:

The methods of this guideline follow the Methodology for the Development of Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis Guidelines: Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines in this supplement.

RESULTS:

Among the key recommendations for this article are the following: For patients receiving heparin in whom clinicians consider the risk of HIT to be > 1%, we suggest that platelet count monitoring be performed every 2 or 3 days from day 4 to day 14 (or until heparin is stopped, whichever occurs first) (Grade 2C). For patients receiving heparin in whom clinicians consider the risk of HIT to be < 1%, we suggest that platelet counts not be monitored (Grade 2C). In patients with HIT with thrombosis (HITT) or isolated HIT who have normal renal function, we suggest the use of argatroban or lepirudin or danaparoid over other nonheparin anticoagulants (Grade 2C). In patients with HITT and renal insufficiency, we suggest the use of argatroban over other nonheparin anticoagulants (Grade 2C). In patients with acute HIT or subacute HIT who require urgent cardiac surgery, we suggest the use of bivalirudin over other nonheparin anticoagulants or heparin plus antiplatelet agents (Grade 2C).

CONCLUSIONS:

Further studies evaluating the role of fondaparinux and the new oral anticoagulants in the treatment of HIT are needed.

Heparinizaçao plena

Heparinizaçao plena


A anticoagulação plena utilizando-se heparinas é uma prática freqüentes em unidades de terapia intensiva e prontos socorros, porém muitas vezes geram dúvidas práticas. 
A heparinização plena, como é conhecida usualmente, pode ser realizada com heparina não fracionada ( HNF)  ou heparinas de baixo peso molecular ( HBPM). Porém hoje iremos  discutir a utilização das Heparinas não fracionadas.

Indicações mais comuns:

  • Síndromes Coronárias Agudas – Sem Supra de ST ; Com Supra de ST ( quando utilizados Trombolíticos);
  • Tromboembolismo Pulmonar;
  • Pós Operatórios cardiovasculares ( ponte para anticoagulação com warfarina) – Próteses valvares metálicas ( principalmente prótese mitral).
  • Manipulações Vasculares ;
  • Isquemias vasculares progressivas ( AVCI recorrentes e progressivos )
 A Heparina Não Fracionada
  •  O que é?  
A heparina ( marca mais conhecida Liquemine), é um conjunto de mucopolissacarídeos que atuam como co fator que aumenta a atividade da Enzima Antitrombina III. Esta enzima  degrada os fatores da coagulação ( II, IX, X) e principalmente a Trombina. Portanto a heparina  age, em ultima análise, reduzindo o fatores pró coagulantes  através da Antitrombina III. 
  • De onde é Produzido?
A Heparina Sódica é obtida através da mucosa intestinal suína ou de pulmão bovino. Por este motivos, muitos dos leitores irão lembrar da falta de Liquemine no mercado mundial há 2 – 3 anos. O fato decorria de contaminação da matéria prima suína de procedência Chinesa e que poderia provocar reações adversas graves e até morte relacionada a medicação finalizada. 
  • Como diluir?
As Diluições sugeridas para a maioria das indicações é:
- Heparina Sódica  ( 5000 UI/ml) -  25.000 UI  ou 5 ml       
- Solução Glicosada 5%  245ml 
Concentração final da Solução: Heparina 100 UI /ml 
Ou
- Heparina Sódica  ( 5000 UI/ml) -  12.500 UI  ou 2,5 ml       
- Solução Glicosada 5%  247ml 
Concentração final da Solução: Heparina 50 UI /ml 
Administrar em bomba de infusão contínua. 
OBS: Sempre avaliar a plaquetometria antes de iniciar heparinização pela possibilidade de plaquetopenia induzida por heparinas. 
  • Quais os objetivos laboratoriais da heparinização ?
O controle de da heparinização é  avaliado pelo  Tempo de Tromboplastina Ativada ( TTPa)  e inicialmente colhido e  a cada 6  horas
A velocidade para anticoagulação e o nível de anticoagulação é variável de acordo com diferente protocolos,  o que pode diferir quanto à quantidade de Bolus inicial e nível de TTPa.
De maneira geral o TTPa alvo varia entre 50 e 70 segundos.
Outro parâmetro de avaliação de anticoagulação é a dosagem de níveis plasmáticos de heparina que devem  ficar entre 0,35 a 0,7 Uinidade/ml.  
  • Como Administrar: ( esquema sugerido pelo cardiopapers) 
Se Peso > 80kg
-Bolus inicial: 80UI/ Kg   ( máximo de 5.000 UI IV)
-Infusão inicial: 12 a 18 UI / Kg IV ( máximo de  1 .000 UI/h ou 10 ml/h)
-Repetir TTPa em 6h 
Se Peso < 80 Kg
- Bolus 60-80UI /Kg IV
- Infusão: 12 UI /kg
- Repetir Ttpa em 6horas  
  • Como  Ajustar de acordo  Ttpa? 
Pode-se utilizar vários normogramas de ajustes. O mais conhecido, porém complexo é o de Raschke et al . 
Diluição:
- Heparina Sódica  ( 5000 UI/ml) -  25.000 UI  ou 5 ml       
- Solução Glicosada 5%  245ml 
Concentração final da Solução: Heparina 100 UI /ml

TTPA
Bolus
Interrupção
Mudança na infusão
<35
80 u/kg
0
aumentar 4u/Kg/h
35-45
40 ui/kg
0
aumentar 3u/Kg/h
46-60
40 ui /kg
0
aumentar 2u/Kg/h
61-85
0
0
manter a infusão
86-110
0
0
reduzir 2u/Kg/h
>110
0
60 minutos
reduzir 4u/kg/h

Normograma Simplificado: ( ATENTAR PELA MUDANÇA DE CONCENTRAÇÃO)

- Heparina Sódica  ( 5000 UI/ml) -  12.500 UI  ou 2,5 ml       
- Solução Glicosada 5%  247ml 
Concentração final da Solução: Heparina 50 UI /ml 

TTPA
Bolus
Interrupção
Alteração na velocidade de infusão ( ml/h)
<36
Repetir Bolus inicial
0
aumentar 2ml/h
36-49
0
0
aumentar 1ml/h
50-70
0
0
manter a infusão
71-80
0
0
reduzir 1ml/h
81-100
0
30 min
reduzir 2ml/h
101-130
0
60 minutos
reduzir 3ml/h
>130
0
60 minutos
reduzir 6ml/h
 Obs1: Se 2 Ttpa  em níveis terapêuticos, pode-se alterar a freqüência para solicitação de 12/12h.
Obs2: O sistema de equipo deve ser trocado a cada 24 horas
Obs3: A partir do 5 dia de heparinização é necessário dosagem de plaquetas pelo risco de plaquetopenia induzida por heparina e repetida a cada 3 dias até pelo menos o 14º dia, o que a partir desta data se reduz o risco desta complicação. 

REFERÊNCIAS:
  1. Protocolo de Heparina – 2009 . Hospital Israelita Albert Einstein – Hospital Israelita ;
  2. Rotinas nas Síndrome Isquêmicas Miocárdicas Instáveis – InCor / FMUSP
  3. www.cardiopapers.com.br

Exame Ultrassonográfico de Trombose Venosa Profunda


Trombose e seus riscos


Causas: Tipos de Trombose

Causas: Tipos de Trombose

O tipo de trombose é definido pela sua origem, o que a desencadeou. Uma cirurgia, uma ocorrência traumática, heditariedade, etc.
Quem pode ter trombose? Quais as suas causas?
Fatores de Risco:
Os fatores de risco da trombose venosa podem ser de natureza genética, definidos pela hereditariedade (pai, mãe e avós), ou após eventos ocorridos durante a vida do paciente, como traumas e cirurgias - são os fatores de risco adquiridos.
A hereditariedade terá uma influência maior ou menor quanto mais ascendentes tiverem uma história de doenças venosas.
Os fatores adquiridos estão relacionados ao estilo de vida de cada paciente. Incluem a posição predominante de trabalho, obesidade, tabagismo, gestações, doenças associadas, atividade física, etc.
A velocidade e a intensidade de aparecimento dos sinais e sintomas de doenças venosas em um determinado paciente é o resultado da soma dos fatores genéticos e adquiridos.
Estima-se que mais de 60% da predisposição de uma pessoa a desenvolver um quadro de trombose venosa esteja associada a componentes genéticos do sangue defeituosos que, no seu conjunto, são conhecidos como Trombofilia.
Fatores de risco genéticos:
Síndrome de May-Thurner -  Uma artéria comprime a veia ilíaca esquerda. A veia fica "presa" entre a artéria e a coluna, causando seu estreitamento e dificultando a passagem do sangue. É detectada principalmente nas mulheres, dos 20 aos 40 anos, quando apresentam dor, sensação de peso, inchaço na perna ou pé esquerdo. Também chamada de Cokett. Leia mais aqui.
Trombofilias - São alterações muito específicas de alguns componentes do sangue, que participam no processo de formação de um coágulo. Por causa dessas alterações, estas pessoas tem uma tendência maior para desenvolver o quadro de trombose quando outros fatores aparecerem (cirurgia, parto, etc).
Fatores de risco adquiridos:
Idade - Muito baixa a probabilidade de TVP antes dos 40 anos, e alta após os 70.
Tabagismo - Aumenta bastante a ocorrência de complicações.
Cirurgias - Cirurgia Geral (como a abdominal, apêndice, etc), tem o risco de 19%; cirurgia neurológica, 24%; ortopédica(cirurgia do quadril, por exemplo para colocar prótese), 61%.
Trauma - 58% dos pacientes traumatizados apresentam algum tipo de trombose (acidente de carro, acidente de moto, etc).
Viagem prolongada - Conhecida como "Trombose do Viajante" por causa dos longos períodos sentados em assentos com pouco espaço, seja no avião, carro ou ônibus.
Gravidez e Pós-parto - A trombose é 5 vezes mais provável nestas condições. Ela ocorre de 2 a 6 casos de TVP para cada 1000 partos.
Imobilidade temporária ou permanente - Nas imobilizações (fatura de braço, perna, etc) por menos de 7 dias, o risco de trombose é de 15%. Acima de 7 dias, chega a 80%, sendo a principal causa da trombose venosa profunda.
TVP ou EP (Embolia Pulmonar) anteriores - Aumenta em até 3 vezes a possibilidade de uma nova trombose. É o maior fator de risco para um novo episódio.
Neoplasias (Câncer) - 15% com neoplasia vão ter trombose. Sendo o adenocarcinoma o tipo de tumor mais frequente.
Anticoncepcionais - Aumenta em até 3 vezes a possibilidade de Trombose. Se estiver associado a algum fator genético (Trombofilia), a probabilidade é 50 vezes maior.
Reposição hormonal - O etinil-estradiol em doses maiores que 50ug/dia em certos concepcionais, aumenta a probabilidade de trombose.
Insuficiência Cardíaca -Pacientes sem história de infarto apresentam uma incidência geral de trombose em até 10% dos casos. Na presença de infarto cardíaco esta incidência chega a 40%.
Acidente Vascular Cerebral (AVC) - Está relacionada ao fator de risco e imobilização prolongada.
Infecção - Quando associada a qualquer um dos outros fatores de risco, aumenta em 2 vezes a possibilidade de trombose.
Quimioterapias - Aje aumentando os riscos por causa das alterações e efeitos colaterais na composição do sangue.
Varizes - Em pacientes cirúrgicos, aumenta a probabilidade de trombose pelas alterações do fluxo sanguíneo normal.
Obesidade mórbida -Aumentos superiores a 175% do peso ideal, levam a uma incidência de trombose venosa profunda de até 48%. Enquanto abaixo do 175% levam a incidência menor que 24%.
Doenças renais - Insuficiência Renal, altera a composição do sangue favorecendo a formação do Trombo.
Doenças inflamatórias intestinais - A retocolite ulcerativa está associada a uma maior incidência de trombose.

Sintomas: Diagnóstico de Trombose Venosa Profunda

Sintomas: Diagnóstico de Trombose Venosa Profunda

Sinais e sintomas da trombose. O paciente pode ajudar muito no diagnóstico, se chegar na consulta com um relato do que está observando no seu corpo e no seu dia-a-dia.
Sinais e Sintomas
Evitar a peregrinação por diversos especialistas até um diagnóstico correto é o sonho de qualquer paciente. Significa também reduzir o tempo entre o aparecimento da doença e o tratamento, que por sua vez será eficaz e seguro. Prestar atenção nas alterações que o corpo está apresentando é um passo importante nesta etapa do diagnóstico.
O médico depende muito de todas as informações passadas pelo paciente durante a consulta, para dirigir seu raciocínio na direção do diagnóstico correto.
Estas informações são chamadas:
a) Sinais: todas as alterações que podem ser identificadas no exame físico, por exemplo:
  • inchaço
  • varizes 
  • palidez
  • cianose (cor azulada)
b) Sintomas: todas as queixas relacionadas à doença e que não são identificadas no exame físico:
  • dores
  • dificuldades de locomoção 
Nas doenças venosas, os sinais e sintomas permitem a identificação precisa das alterações funcionais.
É simples: considerando que nossas pernas são constituídas basicamente de pele, tecido subcutâneo (gordura), músculos, tendões, articulações, ossos, nervos e vasos sanguíneos, qualquer problema deve estar relacionado a uma destas estruturas.
Procure identificá-los corretamente, conforme o local, intensidade, irradiação para outras partes do corpo, fatores de melhora e de piora, relação com atividades físicas e com o trabalho, etc. Se necessário, escreva em um caderno ou diário, especialmente se os sinais e sintomas variarem durante um dia ou na semana. Estas anotações também evitam esquecer algum detalhe que às vezes pode ser a diferença na identificação do problema.
Traga estas anotações para as consultas, junto com todas as perguntas e dúvidas que tiver sobre seu problema. De maneira geral, estas medidas ajudarão muito seu médico e você a tratar sua doença.
Sinais e Sintomas na Trombose Venosa:
É muito importante pensar na possibilidade de Trombose Venosa quando existirem sintomas importantes nas pernas, principalmente quando sabemos que em até 50% dos casos de TVP os pacientes não tinham qualquer sintoma ou queixa. Também é fundamental saber se os sintomas e sinais apareceram quando a pessoa estava bem, fazendo sua atividade diária normal, ou estava exposta à uma das diversas situações de risco, com por exemplo uma cirurgia, imobilizada, no pós-parto, etc.
Os sinais e sintomas mais importantes e comuns da Trombose Venosa são a dor na perna, e que às vezes começa na região da virilha, e que pode aparecer em repouso ou quando a pessoa anda ou movimenta a perna; o inchaço (edema) de parte ou de todo o membro comprometido é também bastante comum e se aparecer em apenas uma perna, aumenta ainda mais a suspeita de TVP. Como este aumento do volume da perna também é conseqüência de acúmulo de líquidos na musculatura, as pessoas normalmente se queixam também de dor quando apertamos e palpamos a musculatura, por causa da compressão dos nervos que passam por entre estes músculos. 
Quando examinamos os pacientes com TVP, encontramos normalmente sinais como veias superficiais da pele dilatadasaumento das circunferências medidas da perna doente em relação à outra perna (medimos no tornozelo, na panturrilha e na coxa, dos dois lados), palidez ou cianose (cor azulada) da pele e eventualmente dor quando palpamos o trajeto da veia que suspeitamos ser o local principal da formação da trombose.  
Embora alguns pacientes procurem o médico com um quadro clínico bastante evidente, existem condições onde o diagnóstico pode ser mais difícil. Mesmo assim, o cirurgião vascular, utilizando dados da história pessoal e familiar, análise de fatores de risco conhecidos, exame físico, probabilidades de outros diagnósticos de outras doenças e a avaliação por meio de um índice de score, são perfeitamente capazes de classificar o paciente num grupo de baixa, média ou alta probabilidade de ter trombose venosa profunda.
Índice de Score de Wells, de 1997, utiliza características clínicas para estabelecer esta probabilidade somando-se o score da tabela:
 Sintomas e Sinais da Trombose - Índice de Score de Wells

Sintomas, Sinais, Diagnóstico de trombose - Índice de Score de Wells


 As outras causas que podem confundir no diagnóstico da trombose são:
  1.   Tromboflebite superficial
  2.   Síndrome Pós-trombótica (trombose antiga)
  3.   Cisto de Baker (cisto atrás dos joelhos)
  4.   Hematomas musculares por ruptura no exercício
  5.   Linfedema
  6.   Erisipelas
  7.   Edema sistêmico (doenças cardíacas ou renais)
  8.   Compressões venosas

Os exames diagnósticos utilizados para identificar a trombose venosa são o ultrassom duplex, a dosagem do D-dimer (método ELISA) e a flebografia.

Existem diversas metodologias de condução de um caso suspeito de trombose venosa. Uma delas é descrita abaixo:

Procedimento Diagnóstico Trombose - Sintomas

Trombose :Como é o tratamento ?

O que é a Trombose Venosa?

Definição
As veias são os vasos do sistema circulatório que trazem o sangue de volta ao coração, depois que as artérias levaram este sangue oxigenado a todos os órgãos do corpo:
Sistema Circulatório = Sistema Arterial + Sistema Venoso
O coágulo sanguíneo representa a transformação do sangue da sua forma líquida em sólida, através de diversas reações químicas dos componentes sanguíneos (proteínas, hemácias, etc.).

O trombo é o termo utilizado para definir a formação de um coágulo do próprio sangue de uma pessoa dentro de seus próprios vasos - daí o termo Trombose.

A trombose venosa representa a formação deste coágulo (trombo) dentro das veias (sistema venoso) desta pessoa. O trombo impede a passagem e o fluxo normal do sangue naquele vaso, criando um grave problema para todo o sistema circulatório.
O que é Trombose Venosa Profunda?
A TVP (Trombose Venosa Profunda) significa que o coágulo está localizado nas veias profundas (internas) das pernas.
Quando é considerada Aguda ou Crônica?
Ela pode ser aguda quando o tempo entre a formação do coágulo e o diagnóstico não ultrapassa duas semanas. A partir da 3ª semana, ela passa a ser considerada crônica, por causa das transformações que acontecem no coágulo - ele se torna uma fibrose (como se fosse uma cicatriz) dentro da veia.
Quantas pessoas tem essa doença no mundo?
Incidência
Estudos de diversos países indicaram que a incidência de trombose venosa na população é de 1.5%, sendo a TVP (Trombose Venosa Profunda) a 3ª causa mais comum de doenças do sistema cardiovascular.

São identificados 300.000 novos casos de trombose venosa aguda todos os anos, levando a aproximadamente 600.000 internações hospitalares por ano.
Texto e video: Dr. Franciso Osse


Trombose: saiba dos riscos e como fazer o diagnóstico!


Trombose - Doença silenciosa que merece atenção


Trombose: causa e tratamento


Trombose e embolia, video divertido e explicativo


Risco de viagens prolongadas e TEV

Fonte da figura: G1

Projeto de lei prevê que empresa de transporte informe sobre tromboembolismo venoso - TEV! 

Aprovado por comissão do Senado, ele pode seguir a sanção presidencial.

TEV pode aparecer durante viagens mais longas.

Projeto de lei aprovado pelo Senado nesta quarta-feira, 21 de novembro, pode obrigar empresas de transporte coletivo a orientar passageiros sobre medidas a serem adotadas durante as viagens para evitar a trombose venosa profunda, que é causada pela formação de coágulos nas veias, de acordo com informações da Agência Senado.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou a proposta em decisão terminativa. Se não houver recurso para levar o projeto a votação em plenário, ele poderá seguir para a sanção da presidente Dilma Rousseff. O texto inicial é do agora ex-deputado Ciro Pedrosa (PV-MG).

Notícia: Nova era na prevenção de trombose

- Nova era na prevenção de trombose.20/06/2012
A cada 37 segundos, uma pessoa morre no mundo devido a complicações do tromboembolismo venoso, um mal silencioso e de difícil diagnóstico. Uma substância surge com a proposta de reduzir o problema.
Belo Horizonte — Terceira doença cardiovascular mais frequente no mundo, depois da isquemia do coração e do acidente vascular cerebral (AVC), o tromboembolismo venoso (TEV) mata 1 milhão de pessoas todos os anos no Estados Unidos e na Europa. Caracteriza-se pela obstrução das veias profundas por um trombo (coágulo de sangue), mais frequentemente na perna ou na coxa do paciente, podendo evoluir para a embolia pulmonar, quando um pedaço do trombo ou mesmo o trombo inteiro (êmbolo) se solta e chega ao pulmão, bloqueando um ou mais vasos e afetando a circulação, podendo causar danos aos pulmões e a outros órgãos vitais e até morte súbita.

O trombo se forma quando a fibrina, uma proteína do organismo, constrói uma rede e retém hemácias, plaquetas e leucócitos. Trata-se de um exagero na coagulação do sangue, que deveria se limitar a fechar lesões que possam ocorrer na parede do vaso sanguíneo. Diminuição do fluxo sanguíneo (frequente em pessoas com varizes acentuadas) e hipercoagulabilidade (percebida em pessoas com doença genética, em usuários de drogas e em grávidas) aumentam as chances de desenvolver o TEV. Outros fatores de risco são idade, obesidade e tabagismo. As situações mais comuns para gerar um tromboembolismo são a mobilidade reduzida por longo período, voos com mais de oito horas de duração, cirurgias ortopédicas, câncer e quimioterapia, anestesia geral, doenças cardiovasculares e insuficiência venosa. 

As tromboses das veias do membro superior também ocorrem com alguma frequência e são desencadeadas principalmente por injeções e por catéteres colocados nos braços de pacientes hospitalizados. No Brasil, a prevalência de TEV é de uma a duas pessoas para cada mil. No mundo, o problema mata 850 mil pessoas por ano, uma a cada 37 segundos. O tratamento mais comum é feito pela varfarina, descoberta há 50 anos. Aprovada no Brasil, para uso nas cirurgias ortopédicas de grande porte, a rivaroxabana surge como inovação do procedimento. Segundo estudos, ela reduz o risco de tromboembolismo venoso total em 70% dos casos de cirurgia de artroplastia total de quadril e em 50% na de joelho.  

Comum em parto

As consequências para a formação do trombo, assintomático em 80% dos casos, são a dissolução pelo próprio organismo por meio do sistema fibrinolítico, que é uma espécie de limpador dos vasos; a obstrução causando a síndrome pós-flebítica e a embolização, que mata em 30% dos casos. O TEV causa mais mortes que o câncer de mama e a Aids, e é a razão de óbito mais comum durante o parto e o puerpério. 

Por conta das dificuldades em diagnosticá-la, o ideal é o médico solicitar a realização de exames específicos, como o doppler, e levar em consideração a avaliação clínica e os fatores de risco. O uso de métodos mecânicos, como meia elástica, compressão pneumática intermitente e bombas de impulsão venosa, auxilia na prevenção. 

Os principais sintomas da trombose venosa profunda são dor e inchaço, que podem surgir juntos. A dor, em geral, começa sem causa aparente nos músculos da panturrilha e se intensifica com a movimentação. Pode aparecer em todo o membro inferior, acompanhando o edema, tendo início só na perna e no pé, em todo o membro ou subindo a perna e atingindo a coxa. Edemas em um só membro e com início agudo têm grande chance de serem provocados pela trombose venosa. Às vezes, existe alteração de cor no membro, que pode ser uma discreta vermelhidão ou um arroxeamento.

TRATAMENTO ATUAL 

Em 70% dos pacientes com trombose venosa profunda, ela se desenvolve como complicação de uma operação cirúrgica, repouso, parto ou gravidez e trauma, sendo as cirurgias de joelho e de quadril as mais propensas ao surgimento de TEV, aumentando as possibilidades em 20 vezes. Os doentes colocados nessas circunstâncias têm diminuição do fluxo de sangue nas veias e alteração do sistema hemostático. Por isso, medidas profiláticas devem ser tomadas em pacientes com maior risco de trombose venosa profunda. A maior novidade na prevenção da doença está no uso de rivaroxabana. No Brasil, por ora, foi aprovada para uso nas cirurgias ortopédicas de grande porte.

Segundo estudos envolvendo mais de 12,5 mil pacientes no mundo, o princípio ativo se mostrou vantajoso frente às demais opções. “É um medicamento que permite ser administrado sempre com dose fixa, sem efeito cumulativo, reduz aumento das enzimas hepáticas, não tem interação alimentar ou medicamentosa, permite um pós-operatório mais rápido e tem elevada biodisponibilidade, já que é oral, o que também aumenta a adesão ao tratamento”, explica Jadelson Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A rivaroxabana é um anticoagulante e age especificamente sobre o fator que atua na formação dos coágulos denominados de fator Xa. Ela reduz o risco de tromboembolismo venoso total em 70% dos casos de cirurgia de artroplastia total de quadril e em 50% na de joelho. Em todos os critérios de comparação, a substância foi mais efetiva que a enoxaparina, medicamento atualmente mais usado no procedimento. E com a vantagem de poder começar a ser administrado somente depois da cirurgia, enquanto a enoxaparina não.

A terapia-padrão também faz uso da varfarina, substância lançada há 50 anos, que, apesar de apresentar uma série de limitações, ainda é amplamente usada no mundo, por sua eficiência. “A varfarina limita o paciente, que não pode comer alimentos verdes, há interações com vários medicamentos (alguns inibindo e outros potencializando seu efeito), demanda rigoroso monitoramento da coagulação, às vezes a cada três dias. E até da dosagem, pois a eficácia do medicamento num mesmo organismo varia a cada dia”, explica Ricardo Pavanello, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.
 
AVC 

A mesma abordagem terapêutica com anticoagulantes tem sido usada na prevenção e no tratamento de AVCs causados pela fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca que atinge cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil. A fibrilação atrial cria um ambiente favorável ao aparecimento de coágulos dentro do coração. Isso ocorre porque o sangue não circula como deveria e, ao ficar parado, endurece. Esses coágulos saem do coração e podem chegar ao cérebro, entupir um vaso sanguíneo e provocar um AVC. A fibrilação está presente em 33% dos pacientes com AVC maiores de 60 anos. 

Os AVCs oriundos da fibrilação atrial são mais graves e com maior possibilidade de recorrência. Quando o acidente vascular cerebral é originado por fibrilação atrial, 75% das vítimas ficam severamente dependentes de cuidados de terceiros, com probablilidade de 50% de morte dentro de um ano. E o custo do tratamento é três vezes maior. O derrame é responsável por 40% de todas as aposentadorias precoces no país. Em termos econômicos, no Brasil, calcula-se que os gastos com assistência médica na hospitalização inicial de pacientes com derrame são de aproximadamente US$ 450 milhões. 

Os sintomas da fibrilação atrial são: palpitação, falta de ar, dor no peito, fadiga, desmaio súbito e tontura. “Hoje, podemos indicar o autoexame do pulso, que pode ser feito pelo paciente e ajudá-lo a identificar uma anormalidade no ritmo cardíaco, por exemplo. Essa anormalidade pode estar relacionada à fibrilação atrial, sobretudo nos indivíduos acima de 70 anos. Já os médicos conseguem fazer o diagnóstico com exames simples, como a checagem do pulso e a auscultação cardíaca, podendo confirmá-lo por meio de um eletrocardiograma de repouso”, pondera Ricardo. Fatores genéticos, idade, pressão alta, diabetes, colesterol alto, obesidade, sedentarismo e tabagismo aumentam as chances de desenvolvimento da doença. Só o cigarro eleva os riscos em seis vezes. O custo mensal do tratamento é de R$ 180.

COMO AGE 

A coagulação necessita de uma série complexa de reações químicas e sinais do corpo. Esse processo de reações químicas é muitas vezes citado como a “cascata de coagulação”. Um dos muitos fatores de coagulação é o  Xa, necessário para produzir a trombina, que promove a formação de coágulos sanguíneos. Uma molécula de fator Xa catalisa a formação de cerca de mil moléculas de trombina por meio do que é conhecido como “explosão da trombina”. A rivaroxabana age inibindo diretamente a segmentação do fator Xa e impedindo a explosão de trombina. A seletividade ao fator Xa tem sido comprovada como clinicamente significativa.


Fonte: Correio Braziliense – Saúde

VTE 2012

Reunidos em Paris, especialistas da América do Sul, Europa, Ásia e Oriente Médio concentraram seus estudos em um grande momento científico: Venous Thromboembolism Expert´s Meeting. O tema, "O que pode ser mudado na prática?" tentou responder questões comuns a todo o mundo. O objetivo maior foi desenvolver métodos que pudessem unificar a prevenção contra a doença tromboembólica em várias partes do mundo.

Um dos chairmen foi Professor Lord Ajay Kakkar, professor de Cirurgia da University College London com inúmeras publicações de grande importância no assunto, sendo referência no mundo para a pesquisa sobre trombose. Seus trabalhos incluem a prevenção e tratamento de trombose venosa e arterial e câncer associado a trombose. Tornou-se Lord pela Rainha da Inglaterra em 2010.










O outro Chairman foi Professor Samuel Goldhaber, da Harvard Medical School é um dos Senior Staff Members da Divisão de Medicina Cardiovascular do Brigham and Women´s Hospital. Diretor do BWH Venous Thromboembolism Research Group, também presidente e diretor fundador da North American Thrombosis Forum.




   

Instituto Português de Oncologia, Dia do Tromboembolismo


Hoje, dia 24 de Maio, será assinalado, no Anfiteatro do IPO Lisboa, o Dia do Tromboembolismo, com o tema “Trombose Venosa Profunda (TVP) nós cuidamos”. Nesta sessão, será apresentado um conjunto de temas sobre prevenção e tratamento do Tromboembolismo, que contará com a presença de especialistas nesta temática.

O Tromboembolismo Venoso (TEV), nas suas apresentações mais frequentes, Trombose Venosa Profunda (TVP) e Embolia Pulmonar (EP) é uma complicação que pode ocorrer, durante ou após a hospitalização, tanto no doente médico como cirúrgico.

Constitui um importante problema de saúde pública, pelo seu impacto em termos de morbilidade, mortalidade, custos e consumo de recursos. A prevenção do TEV é uma das medidas com maior custo/eficácia da prática médica, razão pela qual a elaboração de programas para a sua prevenção constitui uma recomendação comum a todos os organismos internacionais responsáveis pela avaliação da qualidade das instituições de saúde.

Foi há mais de 50 anos que foi publicado o primeiro estudo mostrando que o tromboembolismo sintomático e fatal poderia ser reduzido com o uso de tromboprofilaxia. O TEV e as suas consequências no doente com cancro têm merecido, por parte das sociedades científicas que se interessam pela oncologia, a maior atenção.

Esta iniciativa pretende constituir um ponto de partida para a construção de uma política de tromboprofilaxia institucional que se harmonize com as recomendações publicadas nacional e internacionalmente.

Consulte aqui o programa.