Mostrando postagens com marcador trombose. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trombose. Mostrar todas as postagens

Trombose: doença grave que pode atingir qualquer pessoa


Os primeiros sinais são dor muscular e inchaço, normalmente em uma só perna.

A pele na região afetada também pode mudar de cor, ficando azulada ou avermelhada.

O problema pode ser atribuído a uma destas três causas:

lesão nas veias (fruto de uma cirurgia ou uma batida forte, por exemplo), diminuição no fluxo sanguíneo (chamada de estase venosa, o que pode acontecer se o corpo fica muito tempo parado) ou alterações na constituição do sangue (a hipercoagulabilidade, que pode ser causada por predisposição genética, tabagismo e uso de contraceptivos, entre outros).

A trombose costuma aparecer primeiramente na panturrilha, mas pode também surgir ou se espalhar para as veias da coxa.


Como prevenir

O mais importante é manter-se ativo e saudável. Pessoas dentro do peso recomendado, que pouco bebem, não fumam e praticam exercícios regularmente têm menos risco de ser atingidas pela doença. É fundamental movimentar-se em períodos que pressupõem alguma imobilização, como longas viagens de avião, trem e ônibus ou dias de repouso – após uma cirurgia, por exemplo. Breves caminhadas ou curtos movimentos com foco na panturrilha costumam ser suficientes. Recomenda-se evitar ficar parado na mesma posição por mais de uma hora.

Como tratar

A trombose venosa é tratada, principalmente, com medicamentos. Os anticoagulantes, que diluem o sangue, ajudam a desobstruir as veias e evitar que a doença se agrave. São necessários meses de medicação até que a situação melhore.

Consequências

Se não tratado, o coágulo pode se espalhar e, na situação mais grave, chegar ao pulmão, causando uma embolia – quando um vaso sanguíneo do pulmão é obstruído por um coágulo de sangue. A embolia pulmonar pode matar.

Fontes: Nilon Erling Júnior, angiologista da Santa Casa de Misericórdia e professor adjunto da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Rafael de Nogueira Ribeiro, coordenador do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Conceição; Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular

Dia Mundial da Conscientização sobre a Trombose

Neste dia 13 de outubro, é comemorado do Dia Mundial da Conscientização sobre a Trombose. Segundo uma pesquisa realizada por institutos brasileiros aliados ao instituto internacional Bayer HealthCare, esta doença é responsável por matar uma pessoa a cada 37 segundos e os brasileiros desconhecem seus sintomas e riscos.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa prevenível de morte em todo o mundo, responsável por levar a óbito mais de 17 milhões de pessoas por ano. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia contabiliza aproximadamente 300 mil óbitos anuais causados por essas enfermidades em território nacional.
Entre os problemas cardiovasculares que mais matam estão o ataque cardíaco, o acidente vascular cerebral (AVC) e o tromboembolismo venoso (TEV). No mundo ocidental, estima-se 840 mil óbitos por ano, o que equivale a uma morte por tromboembolismo venoso (TEV) a cada 37 segundos.
Mesmo com os altos índices de mortalidade, grande parte da população desconhece a ameaça oferecida por essas doenças. Segundo pesquisa inédita realizada pela Bayer HealthCare em 20 países e em cinco continentes, foi constatado que apenas 4% dos brasileiros entrevistados consideram os coágulos sanguíneos como a maior ameaça à vida.
Enquanto isso, para mais da metade da população nacional (53%), os acidentes de trânsito, seguidos pela AIDS (18%), são os fatores mais alarmantes. A falta de conhecimento sobre o tema fica evidente quando 51% dos brasileiros afirmam não estarem cientes do risco fatal de uma trombose não tratada.
Para celebrar o Dia Mundial da Conscientização sobre a Trombose, comemorado pela primeira vez no dia 13 de outubro, a Bayer e cinco sociedades médicas - Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACB), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Latino Americana de Hemostasia e Trombose (CLATH), Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH) - uniram-se a esta iniciativa da International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH) com o objetivo de aumentar o grau de conhecimento da população sobre os riscos da trombose.
"Acredito que um esforço global combinado é capaz de gerar conscientização na população e, assim, promover mudanças efetivas na redução do número de casos não diagnosticados e na implantação de processos preventivos para melhorar a saúde dos pacientes de trombose no mundo inteiro”, afirma Dr. João Carlos Guerra, hematologista e vice-presidente do Grupo Cooperativo Latino Americano de Hemostasia e Trombose (CLAHT).
Além disso, o médico revela quais são primeiros indícios da doença: “a informação sobre os primeiros sintomas pode reduzir os casos e a evolução da doença. Inchaços, dores, calor e rigidez da panturrilha já denunciam um primeiro quadro da enfermidade”.
“Fatores como a hereditariedade, obesidade, sedentarismo, idade e vida estressante colaboram fortemente para aumentar os riscos de formação de um coágulo nas veias profundas, principalmente das pernas. A obstrução de veias, causada pela formação de um coágulo, é chamada de trombose venosa profunda (TVP). A complicação mais grave da trombose venosa profunda é o tromboembolismo venoso (TEV) e, ainda mais perigoso, é a embolia pulmonar, que ocorre quando o trombo se desprende do vaso sanguíneo e se aloja no pulmão, bloqueando o fluxo sanguíneo. Muitas vezes, este problema é fatal”, alerta Dr. Pedro Kolmos, angiologista e cirurgião vascular, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).
“O tratamento mais comum é feito com os fármacos anticoagulantes, que detêm tanto a formação de trombos nos vasos sanguíneos como o crescimento dos já existentes, mas não podem dissolver os já formados”, esclarece o presidente da SBACV.  
Quando o assunto é o tromboembolismo venoso, mais da metade dos brasileiros (65%) já ouviu falar de Embolia Pulmonar (EP), no entanto, apenas 17% conhece a Trombose Venosa Profunda (TVP). Sobre os fatores de risco, 63% consideram o tabagismo a principal causa, seguido de excesso de peso (55%) e sedentarismo (52%).
Anderson Varejão, atleta da seleção brasileira de basquete e da NBA, principal liga de basquete profissional dos EUA, foi um acometido por uma embolia pulmonar diagnosticada dias após uma cirurgia na perna. “Foi um susto muito grande, nem mesmo um atleta está livre de problemas de saúde, por isso, é preciso estar atento. Fui alertado por médicos sobre a gravidade da doença, inclusive, do risco de morte. Por sorte, o coágulo encontrado no meu pulmão foi descoberto rapidamente, o que impossibilitou a evolução do quadro para um estágio mais crítico”, revela o atleta.
Varejão afirma que “a prevenção e acompanhamento médico constante são fundamentais para o sucesso do tratamento. Por isso, iniciativas como o Dia Mundial de Conscientização sobre a Trombose são tão importantes, para que a população conheça mais sobre os riscos da trombose, muitas vezes silenciosa e fatal, e possam fazer a prevenção de maneira adequada".
Por que dia 13 de Outubro?/ A data foi escolhida para marcar o aniversário de Rudolf Virchow, médico alemão que, pela primeira vez, criou o termo "trombose" e foi autor de muitos trabalhos que promoveram a compreensão da doença.
Este dia promete elevar a conscientização sobre todas as formas de trombose, no entanto, o foco principal desse ano será o tromboembolismo venoso (TEV) – a causa prevenível de óbito hospitalar mais comum. O TEV, que inclui duas doenças – trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP) – mata mais pessoas anualmente na União Europeia do que a AIDS, câncer de mama, câncer de próstata e acidentes automobilísticos juntos, segundo dados do International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH), idealizadora dessa campanha.
Autor: Diário SP Online

Diabetes, câncer e obesidade aumentam risco de trombose

Diabetes, câncer e obesidade aumentam risco de trombose


Viagens longas [especialmente as aéreas], idade avançada, histórico familiar, varizes, uso de anticoncepcionais, gravidez, diabetes, câncer, obesidade e tabagismo são apenas alguns dos fatores de risco para o aparecimento da trombose. Nesta segunda-feira (13), primeiro ano de comemoração do Dia Mundial da Trombose, especialistas chamam a atenção para o tratamento e a prevenção da doença.
Durante o II Encontro Latinoamericano de Manejo das Doenças Tromboembólicas, que aconteceu no fim de setembro no Panamá, a oncologista Sylvia Haas, professora de Medicina da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, explica que a trombose venosa pode afetar qualquer parte do corpo.
— Embora atinja com mais frequência as pernas e coxas, o coágulo pode se desprender, percorrer a corrente sanguínea instalando-se nos pulmões, o que causa embolia pulmonar, levando o indivíduo à insuficiência respiratória e até a morte.
A trombose é uma doença caracterizada pelo surgimento de um coágulo de sangue (trombo) em um vaso do sistema venoso profundo que obstrui parcial ou totalmente o local e impede a circulação sanguínea. Segundo a médica, a trombose venosa profunda é a causa mais comum de morte em hospitais, já que “o indivíduo é obrigado a ficar numa mesma posição por muito tempo, ocasionando a diminuição da velocidade da circulação”.
Entre os sintomas da doença, Sylvia cita inchaço unilateral da panturrilha, formação de caroço, dor e sensibilidade, sensação de aquecimento da área e vermelhidão. Já os sintomas da embolia são mais nítidos e o atendimento deve ser feito imediatamente.
— Entre eles estão dor no peito, falta de ar, tosse repentina, com possibilidade de expectorar sangue, sudorese e tontura.
Para evitar consequências graves e redução da qualidade de vida, o tratamento da trombose deve ser feito com o uso de anticoagulantes via endovenosa ou oral, dependendo do caso. Entre as principais classes de medicamentos disponíveis no Brasil estão a heparina, enoxaparina, warfarina e rivaroxabana.
Segundo Sylvia, os anticoagulantes orais também são amplamente utilizados como forma de prevenção primária da doença, já que inibem a formação de coágulos.
A médica alerta que uma boa forma de evitar a trombose é praticar exercício físico regularmente, ficar distante do cigarro, manter o peso corporal e, no caso da presença de doenças crônicas, estar sempre com o controle em dia.
— Além disso, quem passa muito tempo sentado deve fazer pausas ao longo do dia para esticar as pernas e, em viagens longas, é importante movimentar os pés para cima e para baixo para estimular o retorno venoso, além de caminhar no corredor do avião.
Atenção com o coração
A trombose arterial costuma ser mais grave do que a venosa, pois impede a chegada do oxigênio para outras partes do corpo. Quando o coágulo ocorre nas artérias que transportam o sangue para o cérebro, provoca um AVC (Acidente Vascular Cerebral), popularmente conhecido como derrame, explica o cardiologista Ricardo Iglesias, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, na Argentina.
— O derrame é a segunda causa de morte mais comum no mundo, responsável por 5 milhões de mortes por ano.
Segundo o médico, o AVC é uma das doenças que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas, já que dependendo da região cerebral atingida e da extensão das lesões, pode paralisar os movimentos de parte do corpo e deixar o paciente em estado de dependência.
— Por isso, quanto mais rápido for o tratamento, menos chances o paciente tem de ficar com sequelas.
O infarto é outra doença comum que ocorre em decorrência da formação de um coágulo que interrompe, de forma súbita, o fluxo de sangue no interior da artéria coronária, explica o cardiologista.
— A causa mais comum da trombose das artérias é a aterosclerose, degeneração do envelhecimento acelerado pela obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol alto e cigarro.
Iglesias avisa que as mortes decorrentes do coração são causadas “40% pelo estilo de vida e 30% pela genética”.
— Dessa forma, mudar os hábitos de vida é fundamental para a prevenção das doenças cardiovasculares, que são as que mais matam no mundo. Além disso, é preciso tirar o medo do médico e do paciente de usar anticoagulante.
Autora: Fabiana Grillo, do R7
Fonte: http://noticias.r7.com/saude

Dia Mundial de Trombose!

 

Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro, lembra o perigo de uma doença que mata 1 milhão de pessoas por ano


Em todo o mundo, milhões de vidas são perdidas e bilhões de dólares gastos para tratar e cuidar dos indivíduos acometidos pela trombose. E ainda é expressiva a desinformação sobre a doença, por incrível que pareça, até entre os profissionais de saúde.Segunda-feira é celebrado o Dia Mundial da Trombose, que pretende conscientizar o público principalmente sobre a trombose venosa profunda (TVP), que acomete as veias dos membros inferiores e é causa da embolia pulmonar, potencialmente fatal se não diagnosticada em tempo. A data foi definida pela Sociedade Internacional de Hemostasia e Trombose e é a primeira vez que se promove o evento no mundo, que prevê várias ações informativas e educativas.

“A incidência da TVP é de um caso para cada mil pessoas e a frequência de embolia pulmonar de 60 a 70 casos para cada 100 mil habitantes. De acordo com estudos científicos, a TVP é responsável pela morte de 1 milhão de pessoas todos os anos, sendo cerca de 300 mil nos Estados Unidos e 544 mil na Europa. Estes dados podem ser ainda maiores nos casos dos pacientes idosos submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte, como de quadril e joelho, não submetidos à prevenção adequada. Nestes casos, a trombose chega a atingir de 40% a 60% dos pacientes, ou seja, metade dos pacientes pode desenvolver TVP e 1% pode ter embolia pulmonar”, alerta o presidente da regional mineira da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Francesco Evangelista Botelho.


A trombose é a presença de coágulos nos vasos (artérias ou veias) e o tromboembolismo uma das três principais causas de morte no mundo, depois do infarto do miocárdio e do acidente vascular encefálico (derrame). Bruno Naves, diretor de publicações da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) salienta que existem três fatores principais da TVP: estase venosa, que é a diminuição do fluxo venoso, lesão da parede da veia, normalmente devido a traumas, e alterações da coagulação do sangue. “As tromboses acontecem em sua grande maioria nos membros inferiores. Dependendo do tamanho da veia acometida, a circulação venosa do membro acometido fica obstruída, causando tanto maior desconforto quanto maior for a veia. Este trombo dentro da veia pode aumentar e migrar para cima em direção ao pulmão, levando a um quadro de embolia pulmonar, que se não tratado, pode ser fatal. Além disso, depois da trombose, a parede da veia acometida fica lesada causando um mal funcionamento desta veia e, após um período de até dois anos pode levar ao aparecimento de varizes, edema crônico, úlceras venosas, eczema varicoso e pigmentação de cor ocre na perna.

Botelho esclarece que a embolia é consequência da TVP e ocorre, principalmente, quando a trombose acomete os grandes vasos dos membros inferiores. Já a trombofilia, é uma condição genética ou adquirida, que determina alterações na composição que favorecem a formação de coágulos. É uma causa importante de trombose arterial e venosa. Botelho detalha que a detecção precoce, a administração de medicamentos e a realização de procedimentos cirúrgicos apresentam bons resultados na prevenção da embolia pulmonar e na preservação da integridade funcional do membro acometido.

Sim, diagnosticada e tratada com rapidez (o tratamento é de no mínimo três meses), a TVP pode ter cura, mas se demorar pode evoluir para várias complicações, esclarece a hematologista e professora do departamento de clínica médica do departamento de Medicina da UFMG, Suely Meireles Rezende (leia mais sobre ela na retranca). Um dos problemas reside neste diagnóstico, que tem que ser muito específico, e nem sempre é de fácil acesso, ressalta. Para diagnosticar a embolia pulmonar, o exame mais recomendado é a angiotomografia computadorizada do pulmão. No caso da trombose profunda (os sintomas são inchação da batata da perna, endurecimento e esquentamento do local), é necessário um exame chamado dímero D e o duplex scan (ultrassom capaz de visualizar a trombose na veia).

Se há problemas na detecção e diagnóstico, o tratamento hoje é facilitado por medicamentos via oral, com substâncias recentemente aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Bruno Naves, diretor de publicações da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) cita a rivaroxabana, que facilita muito o tratamento da trombose (há ainda a apixabana e dabigatrana). “Na grande maioria dos casos podemos fazer o tratamento domiciliar, com controles de sangue menos frequentes e com dieta livre, diferente dos tratamentos anteriores, que ainda hoje utilizamos, mas que necessitam de medicação injetável e depois de acompanhamento com exames de sangue muito frequentes, restrições alimentares muito limitantes e interações medicamentosas importantes. Enfim, um grande avanço neste tratamento.”

Autores:
Augusto Pio - Estado de MinasMaryna Lacerda - Enviada Especial - CB
Fonte: http://sites.uai.com.br/saudeplena/

O que é Trombose?

O que é Trombose?


Sinônimos: Trombose venosa profunda, coágulos sanguíneos nas pernas
A trombose venosa profunda é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia localizada no interior de uma parte do corpo, geralmente nas pernas.

Causas

A trombose venosa profunda (TVP) afeta principalmente as veias grandes no segmento inferior das pernas e das coxas. O coágulo pode bloquear o fluxo sanguíneo e causar inchaço e dor. Quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, é chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.
AdamEsquematização de um coágulo sanguíneo
Os coágulos de sangue podem se formar quando algo retarda ou altera o fluxo de sangue nas veias. Os fatores de risco incluem:
  • Após um cateter de marcapasso ter sido passado através da veia na virilha
  • Repouso absoluto
  • Hábito de fumar
  • Histórico familiar de coágulos sanguíneos
  • Fraturas na pélvis ou nas pernas
  • Parto nos últimos 6 meses
  • Insuficiência cardíaca
  • Obesidade
  • Cirurgia recente (especialmente cirurgia de quadril, joelho ou cirurgia pélvica feminina)
  • Glóbulos sanguíneos em excesso sendo produzidos pela medula óssea (policitemia vera), tornando o sangue mais denso e lento do que o normal
Você também tem mais probabilidade de desenvolver TVP se você tiver alguma das seguintes condições:
  • Sangue que tem mais propensão de coagular (hipercoagulabilidade)
  • Câncer
  • Tomar estrogênios ou pílulas anticoncepcionais. Este risco é ainda maior se você fumar.
As TVPs são mais comuns em adultos com mais de 60 anos, mas podem ocorrer em qualquer idade.
Ficar sentado por períodos longos ao viajar pode aumentar o risco de TVPs. É mais provável quando um ou mais dos fatores de risco listados acima também estejam presentes.

Exames

Seu médico realizará um exame físico. O exame pode mostrar uma perna vermelha, inchada ou sensível.
AdamTrombose venosa profunda
Os seguintes testes podem ser feitos:
  • Exame de sangue de dímeroD
  • Exame de ultrassom Doppler das pernas
  • Pletismografia (medição do fluxo sanguíneo) das pernas
  • Raio X para mostrar as veias na área afetada (venografia)
Exames de sangue podem ser feitos para verificar se há mais chance de coagulação de sangue (hipercoagulabilidade). Esses testes incluem:
  • Resistência à proteína C ativada (verifica se há a mutação do fator V de Leiden)
  • Níveis de antitrombina III
  • Anticorpos antifosfolipídeos
  • Teste genético para procurar mutações que tornem você mais suscetível a desenvolver coágulos sanguíneos, como a mutação G20210A da protrombina
  • Anticoagulantes de lúpus ou
  • Níveis de proteína C e S
  • Triagem para coagulação intravascular disseminada (CIVD)
Esta lista não abrange tudo.
Fonte: http://www.minhavida.com.br/

Uso de contraceptivo oral e riscos vasculares

Hormonal contraception in women at risk of vascular and metabolic disorders: Guidelines of the French Society of Endocrinology

Desafio do manejo do paciente oncológico e risco de TEV

TROMBOSE VENOSA PROFUNDA por Dr Drauzio Varela

TROMBOSE VENOSA PROFUNDA

Trombose venosa profunda é uma doença potencialmente grave causada pela formação de coágulos (trombos) no interior das veias profundas. Na maior parte das vezes, o trombo se forma na panturrilha, ou batata da perna, mas pode também instalar-se nas coxas e, ocasionalmente, nos membros superiores.
O desprendimento do coágulo pode provocar complicações a curto ou longo prazo. A curto prazo, ele pode deslocar-se até o pulmão e obstruir uma artéria. Esse episódio é chamado de embolia pulmonar e, conforme o tamanho do coágulo e a extensão da área comprometida, pode ser mortal.
A longo prazo, o risco é a insuficiência venosa crônica ou síndrome pós-flebítica, que ocorre em virtude da destruição das válvulas situadas no interior das veias encarregadas de levar o sangue venoso de volta para o coração.
Causa
A principal causa da trombose venosa profunda é a imobilidade prolongada, comum não só nas viagens aéreas e terrestres que obrigam a pessoa a ficar sentada por horas na mesma posição (por isso, a doença ficou conhecida impropriamente como síndrome da classe econômica), mas também nos casos de permanência no leito em repouso por doenças e depois de cirurgias. Lesões nos vasos e desequilíbrio nos fatores de coagulação do sangue também são responsáveis pela formação de trombos.
Sintomas
A trombose venosa profunda pode ser absolutamente assintomática. Quando aparecem, podem envolver:
* Edema, dor, calor, rubor (vermelhidão) e rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo são os principais sintomas da embolia pulmonar;
* Edema (inchaço), cor mais escura da pele, endurecimento do tecido subcutâneo, eczemas, úlceras são sintomas característicos da síndrome pós-flebítica.
Diagnóstico
O diagnóstico clínico é estabelecido com base nos sintomas e nos fatores de risco e confirmado por exames de laboratório e de imagem, como a ressonância magnética, a flebografia e o ecodoppler colorido.
Quanto mais precocemente for feito e mais cedo introduzido o tratamento, maior a possibilidade de reverter o quadro e evitar complicações e sequelas.
Fatores de risco
* Predisposição genética;
* Idade acima de 40 anos;
* Obesidade;
* Gravidez e pós-parto;
* Câncer;
* Uso de anticoncepcionais;
* Hormonoterapia;
* Dificuldade de deambulação;
* Traumas;
* Veias varicosas;
* Tabagismo;
* Cirurgias de longa duração;
* Insuficiência cardíaca e/ou respiratória;
* Viagens aéreas ou terrestres que obriguem o passageiro a ficar sentado por muitas horas;
* Desidratação.
Prevenção
Manter o peso dentro dos limites saudáveis, não fumar, restringir o consumo de bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos são medidas importantes para prevenir a formação de trombos.
Pessoas com predisposição a desenvolver trombos precisam movimentar-se tão logo seja possível nas viagens que pressupõem longos períodos de imobilização, depois de cirurgias e quando tiverem necessidade de permanecer em repouso por muito tempo. Usar meias elásticas e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de medicamentos para dormir são medidas que também ajudam a prevenir a formação de coágulos.
Tratamento
O objetivo do tratamento da trombose venosa profunda é evitar a formação de coágulos ou, se eles já se instalaram, promover sua reabsorção pelo organismo. Para tanto, pode-se contar com os medicamentos anticoagulantes (heparina e warfarina), e os fibrinolíticos que ajudam a dissolver os trombos.
Alguns casos requerem intervenção cirúrgica.
Recomendações
* Esteja atento às alterações que a trombose venosa profunda pode provocar, especialmente se tem predisposição para a doença ou esteve exposto a fatores de risco que favorecem a formação de trombos;
* Não se automedique. Procure imediatamente assistência médica se suspeitar que desenvolveu um trombo;
* Evite o consumo de bebidas alcoólicas e de remédios para dormir quando for obrigado a permanecer sentado por muito tempo;
* Use roupas e calçados folgados e confortáveis;
* Aproveite todos os pretextos para mudar de posição ou movimentar-se durante as viagens;
* Faça exercícios de rotação, flexão e extensão com as pernas e os pés enquanto estiver viajando;
* Comece a caminhar tão logo as condições físicas permitam depois de uma cirurgia, dos períodos de imobilidade prolongada em virtude de problemas de saúde ou de muitas horas de viagem ;
* Use meias elásticas;
* Beba muito líquido para evitar a desidratação.

Heparinizaçao plena

Heparinizaçao plena


A anticoagulação plena utilizando-se heparinas é uma prática freqüentes em unidades de terapia intensiva e prontos socorros, porém muitas vezes geram dúvidas práticas. 
A heparinização plena, como é conhecida usualmente, pode ser realizada com heparina não fracionada ( HNF)  ou heparinas de baixo peso molecular ( HBPM). Porém hoje iremos  discutir a utilização das Heparinas não fracionadas.

Indicações mais comuns:

  • Síndromes Coronárias Agudas – Sem Supra de ST ; Com Supra de ST ( quando utilizados Trombolíticos);
  • Tromboembolismo Pulmonar;
  • Pós Operatórios cardiovasculares ( ponte para anticoagulação com warfarina) – Próteses valvares metálicas ( principalmente prótese mitral).
  • Manipulações Vasculares ;
  • Isquemias vasculares progressivas ( AVCI recorrentes e progressivos )
 A Heparina Não Fracionada
  •  O que é?  
A heparina ( marca mais conhecida Liquemine), é um conjunto de mucopolissacarídeos que atuam como co fator que aumenta a atividade da Enzima Antitrombina III. Esta enzima  degrada os fatores da coagulação ( II, IX, X) e principalmente a Trombina. Portanto a heparina  age, em ultima análise, reduzindo o fatores pró coagulantes  através da Antitrombina III. 
  • De onde é Produzido?
A Heparina Sódica é obtida através da mucosa intestinal suína ou de pulmão bovino. Por este motivos, muitos dos leitores irão lembrar da falta de Liquemine no mercado mundial há 2 – 3 anos. O fato decorria de contaminação da matéria prima suína de procedência Chinesa e que poderia provocar reações adversas graves e até morte relacionada a medicação finalizada. 
  • Como diluir?
As Diluições sugeridas para a maioria das indicações é:
- Heparina Sódica  ( 5000 UI/ml) -  25.000 UI  ou 5 ml       
- Solução Glicosada 5%  245ml 
Concentração final da Solução: Heparina 100 UI /ml 
Ou
- Heparina Sódica  ( 5000 UI/ml) -  12.500 UI  ou 2,5 ml       
- Solução Glicosada 5%  247ml 
Concentração final da Solução: Heparina 50 UI /ml 
Administrar em bomba de infusão contínua. 
OBS: Sempre avaliar a plaquetometria antes de iniciar heparinização pela possibilidade de plaquetopenia induzida por heparinas. 
  • Quais os objetivos laboratoriais da heparinização ?
O controle de da heparinização é  avaliado pelo  Tempo de Tromboplastina Ativada ( TTPa)  e inicialmente colhido e  a cada 6  horas
A velocidade para anticoagulação e o nível de anticoagulação é variável de acordo com diferente protocolos,  o que pode diferir quanto à quantidade de Bolus inicial e nível de TTPa.
De maneira geral o TTPa alvo varia entre 50 e 70 segundos.
Outro parâmetro de avaliação de anticoagulação é a dosagem de níveis plasmáticos de heparina que devem  ficar entre 0,35 a 0,7 Uinidade/ml.  
  • Como Administrar: ( esquema sugerido pelo cardiopapers) 
Se Peso > 80kg
-Bolus inicial: 80UI/ Kg   ( máximo de 5.000 UI IV)
-Infusão inicial: 12 a 18 UI / Kg IV ( máximo de  1 .000 UI/h ou 10 ml/h)
-Repetir TTPa em 6h 
Se Peso < 80 Kg
- Bolus 60-80UI /Kg IV
- Infusão: 12 UI /kg
- Repetir Ttpa em 6horas  
  • Como  Ajustar de acordo  Ttpa? 
Pode-se utilizar vários normogramas de ajustes. O mais conhecido, porém complexo é o de Raschke et al . 
Diluição:
- Heparina Sódica  ( 5000 UI/ml) -  25.000 UI  ou 5 ml       
- Solução Glicosada 5%  245ml 
Concentração final da Solução: Heparina 100 UI /ml

TTPA
Bolus
Interrupção
Mudança na infusão
<35
80 u/kg
0
aumentar 4u/Kg/h
35-45
40 ui/kg
0
aumentar 3u/Kg/h
46-60
40 ui /kg
0
aumentar 2u/Kg/h
61-85
0
0
manter a infusão
86-110
0
0
reduzir 2u/Kg/h
>110
0
60 minutos
reduzir 4u/kg/h

Normograma Simplificado: ( ATENTAR PELA MUDANÇA DE CONCENTRAÇÃO)

- Heparina Sódica  ( 5000 UI/ml) -  12.500 UI  ou 2,5 ml       
- Solução Glicosada 5%  247ml 
Concentração final da Solução: Heparina 50 UI /ml 

TTPA
Bolus
Interrupção
Alteração na velocidade de infusão ( ml/h)
<36
Repetir Bolus inicial
0
aumentar 2ml/h
36-49
0
0
aumentar 1ml/h
50-70
0
0
manter a infusão
71-80
0
0
reduzir 1ml/h
81-100
0
30 min
reduzir 2ml/h
101-130
0
60 minutos
reduzir 3ml/h
>130
0
60 minutos
reduzir 6ml/h
 Obs1: Se 2 Ttpa  em níveis terapêuticos, pode-se alterar a freqüência para solicitação de 12/12h.
Obs2: O sistema de equipo deve ser trocado a cada 24 horas
Obs3: A partir do 5 dia de heparinização é necessário dosagem de plaquetas pelo risco de plaquetopenia induzida por heparina e repetida a cada 3 dias até pelo menos o 14º dia, o que a partir desta data se reduz o risco desta complicação. 

REFERÊNCIAS:
  1. Protocolo de Heparina – 2009 . Hospital Israelita Albert Einstein – Hospital Israelita ;
  2. Rotinas nas Síndrome Isquêmicas Miocárdicas Instáveis – InCor / FMUSP
  3. www.cardiopapers.com.br