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Dia Mundial de Trombose!

 

Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro, lembra o perigo de uma doença que mata 1 milhão de pessoas por ano


Em todo o mundo, milhões de vidas são perdidas e bilhões de dólares gastos para tratar e cuidar dos indivíduos acometidos pela trombose. E ainda é expressiva a desinformação sobre a doença, por incrível que pareça, até entre os profissionais de saúde.Segunda-feira é celebrado o Dia Mundial da Trombose, que pretende conscientizar o público principalmente sobre a trombose venosa profunda (TVP), que acomete as veias dos membros inferiores e é causa da embolia pulmonar, potencialmente fatal se não diagnosticada em tempo. A data foi definida pela Sociedade Internacional de Hemostasia e Trombose e é a primeira vez que se promove o evento no mundo, que prevê várias ações informativas e educativas.

“A incidência da TVP é de um caso para cada mil pessoas e a frequência de embolia pulmonar de 60 a 70 casos para cada 100 mil habitantes. De acordo com estudos científicos, a TVP é responsável pela morte de 1 milhão de pessoas todos os anos, sendo cerca de 300 mil nos Estados Unidos e 544 mil na Europa. Estes dados podem ser ainda maiores nos casos dos pacientes idosos submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte, como de quadril e joelho, não submetidos à prevenção adequada. Nestes casos, a trombose chega a atingir de 40% a 60% dos pacientes, ou seja, metade dos pacientes pode desenvolver TVP e 1% pode ter embolia pulmonar”, alerta o presidente da regional mineira da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Francesco Evangelista Botelho.


A trombose é a presença de coágulos nos vasos (artérias ou veias) e o tromboembolismo uma das três principais causas de morte no mundo, depois do infarto do miocárdio e do acidente vascular encefálico (derrame). Bruno Naves, diretor de publicações da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) salienta que existem três fatores principais da TVP: estase venosa, que é a diminuição do fluxo venoso, lesão da parede da veia, normalmente devido a traumas, e alterações da coagulação do sangue. “As tromboses acontecem em sua grande maioria nos membros inferiores. Dependendo do tamanho da veia acometida, a circulação venosa do membro acometido fica obstruída, causando tanto maior desconforto quanto maior for a veia. Este trombo dentro da veia pode aumentar e migrar para cima em direção ao pulmão, levando a um quadro de embolia pulmonar, que se não tratado, pode ser fatal. Além disso, depois da trombose, a parede da veia acometida fica lesada causando um mal funcionamento desta veia e, após um período de até dois anos pode levar ao aparecimento de varizes, edema crônico, úlceras venosas, eczema varicoso e pigmentação de cor ocre na perna.

Botelho esclarece que a embolia é consequência da TVP e ocorre, principalmente, quando a trombose acomete os grandes vasos dos membros inferiores. Já a trombofilia, é uma condição genética ou adquirida, que determina alterações na composição que favorecem a formação de coágulos. É uma causa importante de trombose arterial e venosa. Botelho detalha que a detecção precoce, a administração de medicamentos e a realização de procedimentos cirúrgicos apresentam bons resultados na prevenção da embolia pulmonar e na preservação da integridade funcional do membro acometido.

Sim, diagnosticada e tratada com rapidez (o tratamento é de no mínimo três meses), a TVP pode ter cura, mas se demorar pode evoluir para várias complicações, esclarece a hematologista e professora do departamento de clínica médica do departamento de Medicina da UFMG, Suely Meireles Rezende (leia mais sobre ela na retranca). Um dos problemas reside neste diagnóstico, que tem que ser muito específico, e nem sempre é de fácil acesso, ressalta. Para diagnosticar a embolia pulmonar, o exame mais recomendado é a angiotomografia computadorizada do pulmão. No caso da trombose profunda (os sintomas são inchação da batata da perna, endurecimento e esquentamento do local), é necessário um exame chamado dímero D e o duplex scan (ultrassom capaz de visualizar a trombose na veia).

Se há problemas na detecção e diagnóstico, o tratamento hoje é facilitado por medicamentos via oral, com substâncias recentemente aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Bruno Naves, diretor de publicações da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) cita a rivaroxabana, que facilita muito o tratamento da trombose (há ainda a apixabana e dabigatrana). “Na grande maioria dos casos podemos fazer o tratamento domiciliar, com controles de sangue menos frequentes e com dieta livre, diferente dos tratamentos anteriores, que ainda hoje utilizamos, mas que necessitam de medicação injetável e depois de acompanhamento com exames de sangue muito frequentes, restrições alimentares muito limitantes e interações medicamentosas importantes. Enfim, um grande avanço neste tratamento.”

Autores:
Augusto Pio - Estado de MinasMaryna Lacerda - Enviada Especial - CB
Fonte: http://sites.uai.com.br/saudeplena/

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Programa de Educação Continuada em Tromboembolismo Venoso

Este software tutorial ajuda na avaliação de risco e prevenção do Tromboembolismo Venoso (TEV) em pacientes internados, com base nas diretrizes atualizadas do Conselho Federal de Medicina (CFM)







Prevenção da trombose pede uso de anticoagulantes e meias de compressão

O problema é mais comum do que se pensa: a coagulação fora do normal, que provoca a trombose, pode surgir após cirurgias, no tratamento de tumores ou mesmo em resposta a longas viagens. Sintomas como inchaço, dores e vermelhidão nas pernas (85% dos casos manifestam-se nos membros inferiores) denunciam que é preciso buscar ajuda médica imediatamente. Por isso é importante saber se você tem predisposição a ele. Alterações genéticas, complicações no pós-parto, cirurgias e longas viagens podem desencadear trombose ao afetar o mecanismo de coagulação sangüínea , afirma o cirurgião vascular Erasmo Simão da Silva, coordenador da Liga Acadêmica de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo.

Tomar medicação que diminua a formação dos trombos (coágulos), manter as pernas em repouso num nível mais alto do que o corpo e usar meias de compressão são algumas das medidas preventivas adotadas por quem sofre de trombose, como é o caso do ator Jackson Antunes, que interpreta Leonardo em A Favorita.

Mas só isso não é suficiente para afastar os riscos. Na entrevista abaixo, o médico da USP explica, de forma bastante simples e didática, tudo o que você pode fazer para levar uma vida sem limitações.

Existe algum perfil de paciente mais sujeito à trombose? 
Estão mais suscetíveis à trombose venosa pessoas obesas, em tratamento de tumores, que apresentaram um derrame ou traumatismo grave ou pessoas internadas em unidades de terapia intensiva, além de pacientes com histórico familiar de trombose venosa. Mulheres que fazem uso de anticoncepcionais orais ou reposição hormonal, assim como os fumantes em geral, também estão mais sujeitos. 

Algumas circunstâncias, como alterações genéticas, afetam o mecanismo de coagulação: gravidez e pós-parto, cirurgias de médio e grande portes, infecções e doenças graves. Traumatismos e imobilização prolongada também aumentam o risco de uma pessoa sofrer uma trombose venosa.

Que riscos à saúde ela traz? 
O perigo mais grave da trombose é a chamada embolia pulmonar, que pode ser fatal. A embolia pulmonar ocorre quando fragmentos de coágulos (trombos) formados nas veias se desprendem e migram pela circulação até os pulmões, entupindo os vasos pulmonares e impedindo a perfeita oxigenação do organismo. 

Normalmente o problema acontece mais de uma vez?
Pacientes que já tiveram trombose uma vez têm mais chances de ter a doença novamente. Segundo as estatísticas, o risco de nova trombose é até 50% superior porque já existe o fator predisponente e a lesão do vaso venoso.

Qual a diferença entre trombose e embolia? 
A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo de sangue (trombo) no interior das veias que bloqueia parcial ou totalmente o fluxo sangüíneo. O trombo surge quando ocorre algum desequilíbrio no mecanismo de coagulação e favorece a formação dos trombos. Isso pode estar associado a uma pré-disposição genética ou a condições transitórias, como obesidade, gravidez, tabagismo e uso de medicamentos hormonais. Já a embolia pulmonar ocorre quando um fragmento do coágulo sangüíneo se desprende e se desloca para os pulmões, onde pode provocar um bloqueio do fluxo sangüíneo e interromper a oxigenação do organismo. É uma condição séria que pode provocar dano permanente nos pulmões afetados e em outros órgãos do corpo. A embolia pulmonar é uma doença silenciosa e potencialmente fatal. Quase um quarto dos pacientes com embolia pulmonar sofre morte súbita.  

Por que a trombose é mais comum nas pernas? Ela pode ocorrer em outras partes do corpo? 
Embora possa ocorrer em qualquer parte do corpo, em 85% dos casos, a trombose venosa profunda ocorre nas veias das pernas. Isso acontece devido à pressão venosa ser maior nas veias das pernas do que em outras veias do corpo por causa da ação da gravidade. 



Quais os sintomas mais comuns de que há algo errado? 
Os sintomas mais comuns da trombose são dor, inchaço súbito e não corriqueiro nas pernas, vermelhidão e calor associado a endurecimento de uma veia superficial e rigidez da musculatura posterior da perna. Os trombos formam-se subitamente, em segundos. Sua propagação pode demorar horas ou dias se o tratamento não for feito rapidamente. 

Anticoncepcionais podem favorecer a trombose? 
As mulheres são mais acometidas pela doença devido à maior freqüência de problemas genéticos que desencadeiam a trombose. Nas paredes venosas, existem receptores hormonais que causam relaxamento da parede da veia, e os hormônios femininos tendem a provocar o aumento de coagulação sanguínea. Por esse motivo, o uso de anticoncepcionais orais e hormônios de reposição hormonal aumentam os riscos de trombose venosa. 

Como é feito o tratamento? 
O tratamento preventivo é feito com medicamentos anticoagulantes, que evitam a formação de trombos. Os remédios protegem os pacientes mais suscetíveis do risco potencial de desenvolver a trombose venosa e a embolia pulmonar. Recentemente, foi lançado em alguns países europeus, um novo anticoagulante oral, o etexilato de dabigatrana, que previne a formação de trombos. Seu uso inicial está indicado na profilaxia da trombose em pacientes submetidos à artroplastia (cirurgia de reposição da articulação) do joelho ou quadril. Esse novo medicamento acrescenta uma importante ferramenta na profilaxia da trombose e da embolia pela possibilidade de administração oral. Não há, com ele, necessidade de colher vários exames para controlar a coagulação sanguínea. A profilaxia está indicada somente para pessoas com predisposição ou com fatores de risco e que vão ser submetidas a cirurgias ou realizar longas viagens. 

As meias tensoras ajudam mesmo? 
As meias são utilizadas na profilaxia e para o tratamento de pessoas que já apresentaram trombose. A intensidade do uso deve ser norteada pelo quadro clínico. Alguns pacientes devem usá-las sempre, outros somente em situações de risco. 

Algum tipo de massagem ajuda? 
As pessoas sem antecedentes e sem fatores de risco não se beneficiam de massagens ou de hábitos como dormir com as pernas elevadas. No quadro de trombose venosa aguda, o repouso com os membros elevados é fundamental. O tratamento mais indicado é realizado com anticoagulantes. 

Alguma doença é, geralmente, associada à trombose? 
Doenças hematológicas e tumores estão associados aos quadros de trombose mais graves.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/

Previna-se de trombose em voos de longa duração


Mantenha uma boa circulação sanguínea durante voos de longa duração

Alongamentos e hidratação ajudam na prevenção da formação de coágulos e trombose durante sua viagem

A falta de mobilidade em longos voos favorece a formação de coágulos nas veias das pernas (trombose venosa profunda). Estes coágulos podem ser deslocados pela circulação, indo invariavelmente parar nos pulmões (embolia pulmonar). Caso o volume de coágulos que chega aos pulmões seja muito grande, a oxigenação do sangue pode ser dramaticamente prejudicada e até mesmo interrompida e levar à morte.
Para combater esse problema que pode levar a morte, existem algumas medidas simples que são essenciais para evitar a trombose venosa associada a vôos longos. Leia abaixo:

Hidrate-se: Beba água e sucos regularmente. Quando você está bem hidratado é como se estivesse diluindo o sangue. Este se torna menos viscoso, diminuindo o risco de trombose.

Evite bebidas alcoólicas e café em excesso: Ambos ajudam na desidratação do corpo com o efeito inverso ao desejado para prevenção.

Movimente-se: Não fique na poltrona o voo inteiro. É muito importante que você ande pelos corredores a cada duas horas, ativando os músculos das pernas e assim beneficiando a circulação sanguínea. Evite o uso de medicamentos que produzem sono e faça com que você fique parada no seu assento.

Exercite-se: Mesmo sentado você pode estimular sua circulação por meio de exercícios simples: contraia e relaxe os dedos dos pés, como se estivesse tentando pegar algo com eles. Levante os pés do chão alternadamente (uma perna de cada vez). Fique na ponta dos pés alternadamente. Faça dez repetições de cada um desses exercícios a cada hora. 

Meias elásticas: São meias bastante úteis na compressão das veias das pernas, promovendo melhora na circulação. Mas não as use sem antes procurar a orientação de um cirurgião vascular. A escolha de modelos inadequados ou o mau uso das meias elásticas podem ser prejudiciais.

Medicamentos: Apenas em situações extremas é necessário o uso de medicamentos anticoagulantes para prevenir a Síndrome da Classe Econômica, característica de passageiros que viajam por longas distâncias e em pequeno espaço nos assentos. E estes devem ser obviamente prescritos por um médico. É extremamente desaconselhável o uso destes medicamentos sem a devida orientação médica, pois podem ter efeitos colaterais fatais.  

Aproveite sua viagem e siga as orientações para que você volte com saúde e segurança.
Fonte:
http://www.minhavida.com.br/
http://www.trombose.com.br/