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Trombose: doença grave que pode atingir qualquer pessoa


Os primeiros sinais são dor muscular e inchaço, normalmente em uma só perna.

A pele na região afetada também pode mudar de cor, ficando azulada ou avermelhada.

O problema pode ser atribuído a uma destas três causas:

lesão nas veias (fruto de uma cirurgia ou uma batida forte, por exemplo), diminuição no fluxo sanguíneo (chamada de estase venosa, o que pode acontecer se o corpo fica muito tempo parado) ou alterações na constituição do sangue (a hipercoagulabilidade, que pode ser causada por predisposição genética, tabagismo e uso de contraceptivos, entre outros).

A trombose costuma aparecer primeiramente na panturrilha, mas pode também surgir ou se espalhar para as veias da coxa.


Como prevenir

O mais importante é manter-se ativo e saudável. Pessoas dentro do peso recomendado, que pouco bebem, não fumam e praticam exercícios regularmente têm menos risco de ser atingidas pela doença. É fundamental movimentar-se em períodos que pressupõem alguma imobilização, como longas viagens de avião, trem e ônibus ou dias de repouso – após uma cirurgia, por exemplo. Breves caminhadas ou curtos movimentos com foco na panturrilha costumam ser suficientes. Recomenda-se evitar ficar parado na mesma posição por mais de uma hora.

Como tratar

A trombose venosa é tratada, principalmente, com medicamentos. Os anticoagulantes, que diluem o sangue, ajudam a desobstruir as veias e evitar que a doença se agrave. São necessários meses de medicação até que a situação melhore.

Consequências

Se não tratado, o coágulo pode se espalhar e, na situação mais grave, chegar ao pulmão, causando uma embolia – quando um vaso sanguíneo do pulmão é obstruído por um coágulo de sangue. A embolia pulmonar pode matar.

Fontes: Nilon Erling Júnior, angiologista da Santa Casa de Misericórdia e professor adjunto da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Rafael de Nogueira Ribeiro, coordenador do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Conceição; Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular

Como implementar uma diretriz de profilaxia para TEV


Resumo: O objetivo deste artigo é discutir as barreiras para a disseminação de diretrizes médicas e apresentar estratégias que facilitem a aplicação das recomendações na prática clínica. A literatura mostra que são necessários vários anos para que novas evidências científicas passem do papel para a prática do dia-a-dia, mesmo quando há um impacto evidente na mortalidade e na morbidade do paciente. Há alguns exemplos de que se passaram mais de 30 anos desde os primeiros relatos de uso de uma terapia efetiva até a sua utilização rotineira, como no caso do uso de fibrinolíticos no tratamento do infarto agudo do miocárdio. Entre as principais barreiras à implementação de novas recomendações incluem-se a falta de conhecimento da diretriz, a resistência natural a mudanças, a falta de confiança na eficácia, o receio de efeitos colaterais, a dificuldade de lembrar as recomendações, a inexistência de políticas institucionais efetivas e mesmo dificuldades econômicas.

Na tentativa de vencer estas barreiras, uma abordagem múltipla é sempre a melhor estratégia, e deve incluir a disseminação de algoritmos de fácil aplicabilidade, palestras estruturadas e materiais de educação continuada, alertas eletrônicos ou em papel, ferramentas para facilitar a avaliação e a prescrição, além de auditorias periódicas com retorno dos resultados para os médicos envolvidos. Na aplicação destes programas, é fundamental que as sociedades médicas envolvidas com a doença em questão atestem a importância do problema e confirmem o embasamento ético e científico do programa. A formação de comissões multidisciplinares dentro das instituições, com o envolvimento de profissionais que acreditem na causa e que apresentem uma atitude pró-ativa contínua são pontos cruciais para o sucesso do projeto. Neste texto, utilizou-se como exemplo a implantação de uma diretriz para profilaxia de tromboembolismo venoso, mas os conceitos aqui abordados poderão facilmente ser aplicados a qualquer outra diretriz, sendo portanto de grande utilidade para instituições e serviços que desejam melhorar a qualidade do atendimento prestado.

As mudanças na prática médica diária sugeridas por diretrizes podem demorar para ocorrer, entretanto, contando com uma participação mais abrangente dos líderes de opinião e com as várias ferramentas listadas aqui, com toda a certeza, têm maior probabilidade de atingir seus objetivos principais: a melhoria do atendimento e a segurança do paciente.


O que é Trombose?

O que é Trombose?


Sinônimos: Trombose venosa profunda, coágulos sanguíneos nas pernas
A trombose venosa profunda é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia localizada no interior de uma parte do corpo, geralmente nas pernas.

Causas

A trombose venosa profunda (TVP) afeta principalmente as veias grandes no segmento inferior das pernas e das coxas. O coágulo pode bloquear o fluxo sanguíneo e causar inchaço e dor. Quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, é chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.
AdamEsquematização de um coágulo sanguíneo
Os coágulos de sangue podem se formar quando algo retarda ou altera o fluxo de sangue nas veias. Os fatores de risco incluem:
  • Após um cateter de marcapasso ter sido passado através da veia na virilha
  • Repouso absoluto
  • Hábito de fumar
  • Histórico familiar de coágulos sanguíneos
  • Fraturas na pélvis ou nas pernas
  • Parto nos últimos 6 meses
  • Insuficiência cardíaca
  • Obesidade
  • Cirurgia recente (especialmente cirurgia de quadril, joelho ou cirurgia pélvica feminina)
  • Glóbulos sanguíneos em excesso sendo produzidos pela medula óssea (policitemia vera), tornando o sangue mais denso e lento do que o normal
Você também tem mais probabilidade de desenvolver TVP se você tiver alguma das seguintes condições:
  • Sangue que tem mais propensão de coagular (hipercoagulabilidade)
  • Câncer
  • Tomar estrogênios ou pílulas anticoncepcionais. Este risco é ainda maior se você fumar.
As TVPs são mais comuns em adultos com mais de 60 anos, mas podem ocorrer em qualquer idade.
Ficar sentado por períodos longos ao viajar pode aumentar o risco de TVPs. É mais provável quando um ou mais dos fatores de risco listados acima também estejam presentes.

Exames

Seu médico realizará um exame físico. O exame pode mostrar uma perna vermelha, inchada ou sensível.
AdamTrombose venosa profunda
Os seguintes testes podem ser feitos:
  • Exame de sangue de dímeroD
  • Exame de ultrassom Doppler das pernas
  • Pletismografia (medição do fluxo sanguíneo) das pernas
  • Raio X para mostrar as veias na área afetada (venografia)
Exames de sangue podem ser feitos para verificar se há mais chance de coagulação de sangue (hipercoagulabilidade). Esses testes incluem:
  • Resistência à proteína C ativada (verifica se há a mutação do fator V de Leiden)
  • Níveis de antitrombina III
  • Anticorpos antifosfolipídeos
  • Teste genético para procurar mutações que tornem você mais suscetível a desenvolver coágulos sanguíneos, como a mutação G20210A da protrombina
  • Anticoagulantes de lúpus ou
  • Níveis de proteína C e S
  • Triagem para coagulação intravascular disseminada (CIVD)
Esta lista não abrange tudo.
Fonte: http://www.minhavida.com.br/

Prevenção da trombose pede uso de anticoagulantes e meias de compressão

O problema é mais comum do que se pensa: a coagulação fora do normal, que provoca a trombose, pode surgir após cirurgias, no tratamento de tumores ou mesmo em resposta a longas viagens. Sintomas como inchaço, dores e vermelhidão nas pernas (85% dos casos manifestam-se nos membros inferiores) denunciam que é preciso buscar ajuda médica imediatamente. Por isso é importante saber se você tem predisposição a ele. Alterações genéticas, complicações no pós-parto, cirurgias e longas viagens podem desencadear trombose ao afetar o mecanismo de coagulação sangüínea , afirma o cirurgião vascular Erasmo Simão da Silva, coordenador da Liga Acadêmica de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo.

Tomar medicação que diminua a formação dos trombos (coágulos), manter as pernas em repouso num nível mais alto do que o corpo e usar meias de compressão são algumas das medidas preventivas adotadas por quem sofre de trombose, como é o caso do ator Jackson Antunes, que interpreta Leonardo em A Favorita.

Mas só isso não é suficiente para afastar os riscos. Na entrevista abaixo, o médico da USP explica, de forma bastante simples e didática, tudo o que você pode fazer para levar uma vida sem limitações.

Existe algum perfil de paciente mais sujeito à trombose? 
Estão mais suscetíveis à trombose venosa pessoas obesas, em tratamento de tumores, que apresentaram um derrame ou traumatismo grave ou pessoas internadas em unidades de terapia intensiva, além de pacientes com histórico familiar de trombose venosa. Mulheres que fazem uso de anticoncepcionais orais ou reposição hormonal, assim como os fumantes em geral, também estão mais sujeitos. 

Algumas circunstâncias, como alterações genéticas, afetam o mecanismo de coagulação: gravidez e pós-parto, cirurgias de médio e grande portes, infecções e doenças graves. Traumatismos e imobilização prolongada também aumentam o risco de uma pessoa sofrer uma trombose venosa.

Que riscos à saúde ela traz? 
O perigo mais grave da trombose é a chamada embolia pulmonar, que pode ser fatal. A embolia pulmonar ocorre quando fragmentos de coágulos (trombos) formados nas veias se desprendem e migram pela circulação até os pulmões, entupindo os vasos pulmonares e impedindo a perfeita oxigenação do organismo. 

Normalmente o problema acontece mais de uma vez?
Pacientes que já tiveram trombose uma vez têm mais chances de ter a doença novamente. Segundo as estatísticas, o risco de nova trombose é até 50% superior porque já existe o fator predisponente e a lesão do vaso venoso.

Qual a diferença entre trombose e embolia? 
A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo de sangue (trombo) no interior das veias que bloqueia parcial ou totalmente o fluxo sangüíneo. O trombo surge quando ocorre algum desequilíbrio no mecanismo de coagulação e favorece a formação dos trombos. Isso pode estar associado a uma pré-disposição genética ou a condições transitórias, como obesidade, gravidez, tabagismo e uso de medicamentos hormonais. Já a embolia pulmonar ocorre quando um fragmento do coágulo sangüíneo se desprende e se desloca para os pulmões, onde pode provocar um bloqueio do fluxo sangüíneo e interromper a oxigenação do organismo. É uma condição séria que pode provocar dano permanente nos pulmões afetados e em outros órgãos do corpo. A embolia pulmonar é uma doença silenciosa e potencialmente fatal. Quase um quarto dos pacientes com embolia pulmonar sofre morte súbita.  

Por que a trombose é mais comum nas pernas? Ela pode ocorrer em outras partes do corpo? 
Embora possa ocorrer em qualquer parte do corpo, em 85% dos casos, a trombose venosa profunda ocorre nas veias das pernas. Isso acontece devido à pressão venosa ser maior nas veias das pernas do que em outras veias do corpo por causa da ação da gravidade. 



Quais os sintomas mais comuns de que há algo errado? 
Os sintomas mais comuns da trombose são dor, inchaço súbito e não corriqueiro nas pernas, vermelhidão e calor associado a endurecimento de uma veia superficial e rigidez da musculatura posterior da perna. Os trombos formam-se subitamente, em segundos. Sua propagação pode demorar horas ou dias se o tratamento não for feito rapidamente. 

Anticoncepcionais podem favorecer a trombose? 
As mulheres são mais acometidas pela doença devido à maior freqüência de problemas genéticos que desencadeiam a trombose. Nas paredes venosas, existem receptores hormonais que causam relaxamento da parede da veia, e os hormônios femininos tendem a provocar o aumento de coagulação sanguínea. Por esse motivo, o uso de anticoncepcionais orais e hormônios de reposição hormonal aumentam os riscos de trombose venosa. 

Como é feito o tratamento? 
O tratamento preventivo é feito com medicamentos anticoagulantes, que evitam a formação de trombos. Os remédios protegem os pacientes mais suscetíveis do risco potencial de desenvolver a trombose venosa e a embolia pulmonar. Recentemente, foi lançado em alguns países europeus, um novo anticoagulante oral, o etexilato de dabigatrana, que previne a formação de trombos. Seu uso inicial está indicado na profilaxia da trombose em pacientes submetidos à artroplastia (cirurgia de reposição da articulação) do joelho ou quadril. Esse novo medicamento acrescenta uma importante ferramenta na profilaxia da trombose e da embolia pela possibilidade de administração oral. Não há, com ele, necessidade de colher vários exames para controlar a coagulação sanguínea. A profilaxia está indicada somente para pessoas com predisposição ou com fatores de risco e que vão ser submetidas a cirurgias ou realizar longas viagens. 

As meias tensoras ajudam mesmo? 
As meias são utilizadas na profilaxia e para o tratamento de pessoas que já apresentaram trombose. A intensidade do uso deve ser norteada pelo quadro clínico. Alguns pacientes devem usá-las sempre, outros somente em situações de risco. 

Algum tipo de massagem ajuda? 
As pessoas sem antecedentes e sem fatores de risco não se beneficiam de massagens ou de hábitos como dormir com as pernas elevadas. No quadro de trombose venosa aguda, o repouso com os membros elevados é fundamental. O tratamento mais indicado é realizado com anticoagulantes. 

Alguma doença é, geralmente, associada à trombose? 
Doenças hematológicas e tumores estão associados aos quadros de trombose mais graves.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/

Projeto Diretrizes: Profilaxia de Pacientes Clínicos - Parte III

Projeto Diretrizes: Profilaxia de Pacientes Clínicos - Parte II

Projeto Diretrizes: Profilaxia de Pacientes Clínicos

Projeto Diretrizes: Terapia de Compressão de MMII

Projeto Diretrizes


O que é o Projeto Diretrizes?
  • Orientações diagnósticas terapêuticas e, quando aplicável, preventivas baseadas em evidências científicas
  • Conciliam informações da área médica a fim de padronizar condutas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico
  • Apresentam grau de recomendação e a força de evidência científica
  • Preservam a autonomia do médicos

Sobre prevenção de fenômenos tromboembólicos temos 4 documentos importantes!
Visite o site e escolha também entre várias especialidades e temas.

AMPLIFY-EXT Fase 3


O estudo fase 3 AMPLIFY-EXT avaliou o tratamento com Eliquis (apixabana) durante um ano em comparação ao placebo para a prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) recorrente. O estudo envolveu 2.486 pacientes que tinham de 6 a 12 meses de tratamento anticoagulante para TEV, trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). Eliquis demonstrou superioridade em relação ao placebo na redução do TEV sintomático recorrente e morte por qualquer causa (11,6% no grupo que recebeu placebo versus 3,8 % no grupo que recebeu Eliquis 2,5 mg e 4,2% no que recebeu o de 5 mg), sem aumentar a taxa de sangramento do tipo major*.

Eliquis (apixabana) já é utilizado para evitar tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes submetidos à cirurgia de artroplastia total de joelho e quadril. Sua segunda indicação (prevenção de AVC em pacientes com fibrilação atrial) foi aprovada no final de novembro pelo Comitê de Medicamentos para Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Clinical trials of extended apixaban, TrialResults-center www.trialresultscenter.org

Trial Treatments Patients Trials design and methods
extended apixaban vs placebo

More details and results :
antithrombotics for venous thrombosis in all type of patients at http://www.trialresultscenter.org/godirect.asp?q=101
antithrombotics for venous thrombosis in secondary prevention of VTE at http://www.trialresultscenter.org/godirect.asp?q=149new oral anticoagulants for venous thrombosis in all types of patients at http://www.trialresultscenter.org/godirect.asp?q=505

Comissão de Prevenção de Fenômenos Tromboembólicos faz campanha "Todos contra TEV"


:: Comissão de Prevenção de Fenômenos Tromboembólicos faz campanha "Todos contra TEV"
Neste mês de novembro, o Hospital Meridional completa dois anos da implantação do Protocolo de Prevenção de Fenômenos Tromboembólicos. Para enfatizar a importância da prevenção e tratamento da trombose, a comissão responsável – formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e farmacêuticos – realiza na semana de 26 a 30 de novembro ações educativas para a assistência hospitalar e pacientes, com orientações e distribuição de panfletos e adesivos.

O Tromboembolismo Venoso ou TEV se dá pela formação de um trombo no interior do coração ou de um vaso sanguíneo.  A formação do trombo é geralmente causada por um dano nas paredes do vaso, por um trauma ou infecção e também pela lentidão ou parada do fluxo sanguíneo em determinado ponto do vaso.

De acordo com o médico da qualidade do Comitê de Qualidade do Hospital Meridional e anestesiologista, Dr. Pablo Gusman, o objetivo da campanha, em parceria com o Laboratório Sanofi para o programa TEV Safety Zone, é “alertar a sociedade para conhecimento da prevenção e dos sintomas do tromboembolismo venoso”.
O trabalho em conjunto com a Sanofi permitiu que o Meridional se tornasse referência nacional no combate aos casos de trombose. Para prevenir o risco de TEV, é feita a classificação do risco dos pacientes e a profilaxia com medicamentos, além de ações não-farmacológicas. Dessa forma, o hospital garante a recuperação do paciente antes e após uma cirurgia de médio ou grande porte ou mesmo em internações clínicas.

A campanha acontece também nas redes sociais por meio do twitter (@todoscontraTEV), blog (www.todoscontratev.com) e da página do facebook (Todos contra TEV).
Participe divulgando e compartilhando as informações!


Risco de viagens prolongadas e TEV

Fonte da figura: G1

Projeto de lei prevê que empresa de transporte informe sobre tromboembolismo venoso - TEV! 

Aprovado por comissão do Senado, ele pode seguir a sanção presidencial.

TEV pode aparecer durante viagens mais longas.

Projeto de lei aprovado pelo Senado nesta quarta-feira, 21 de novembro, pode obrigar empresas de transporte coletivo a orientar passageiros sobre medidas a serem adotadas durante as viagens para evitar a trombose venosa profunda, que é causada pela formação de coágulos nas veias, de acordo com informações da Agência Senado.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou a proposta em decisão terminativa. Se não houver recurso para levar o projeto a votação em plenário, ele poderá seguir para a sanção da presidente Dilma Rousseff. O texto inicial é do agora ex-deputado Ciro Pedrosa (PV-MG).

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Hospital Meridional é Safety Zone


Comissão de Prevenção de fenômenos tromboembólicos faz campanha “Todos contra TEV”

Neste mês de novembro, o Hospital Meridional completa dois anos da implantação do Protocolo de prevenção de fenômenos tromboembólicos. O Tromboembolismo venoso ou TEV se dá pela formação de um trombo no interior do coração ou de um vaso sanguíneo. A formação do trombo é geralmente causada por um dano nas paredes do vaso, por um trauma ou infecção e também pela lentidão ou parada do fluxo sanguíneo em determinado ponto do vaso.

 Para enfatizar a importância da prevenção e tratamento da trombose, a comissão responsável – formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e farmacêuticos – realiza na semana entre 26 e 30 de novembro ações educativas para a assistência hospitalar e pacientes, com orientações e distribuição de panfletos e adesivos.

De acordo com o médico da qualidade do Comitê de Qualidade do Hospital Meridional e anestesiologista, Dr. Pablo Gusman, o objetivo da campanha, em parceria com o Laboratório Sanofi para o programa TEV Safety Zone, é “alertar a sociedade para conhecimento da prevenção e dos sintomas do tromboembolismo venoso”.O trabalho em conjunto com a Sanofi permitiu que o Meridional se tornasse referência nacional no combate aos casos de trombose. Para prevenir o risco de TEV, o Meridional realiza a classificação do risco dos pacientes e faz a profilaxia com medicamentos, além de ações não-farmacológicas. Dessa forma, o hospital garante a recuperação do paciente antes e após uma cirurgia de médio ou grande porte ou mesmo em internações clínicas. A campanha acontece também nas redes sociais por meio do twitter (@todoscontraTEV), blog (www.todoscontratev.com) e da página do facebook (Todos contra TEV).

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Trombose! Saiba como prevenir!

Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose


Dia 16 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, instituído oficialmente pelo governo brasileiro. Assim como o infarto do miocárdio e as infecções hospitalares, a Trombose Venosa Profunda, e sua principal complicação, a Embolia Pulmonar, fazem parte da lista das doenças mais prevalentes em pacientes hospitalizados e estão entre as principais causas de óbito hospitalar. 

Somente o Tromboembolismo Venoso (TEV) – termo usado para descrever a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar é responsável por 10% dos óbitos em hospitais. O TEV é considerado hoje um grande problema de saúde pública e traz impacto social e econômico para os governos.  No Brasil, dados do SUS mostram que, entre janeiro de 2008 e agosto de 2010, por exemplo, foram gastos R$ 46.673.330,73 com internações por tromboembolismo venoso. 

Fatores de Risco: 

Há vários fatores de risco associados ao tromboembolismo venoso, que predispõem o indivíduo à doença, como idade acima de 40 anos, obesidade, imobilidade, presença de varizes nas pernas, entre outros. Porém, têm mais chances de desenvolver o TEV os pacientes que combinam esses fatores de risco com a mobilidade reduzida devido a uma cirurgia, por exemplo, ou qualquer situação que o obrigue a ficar determinado tempo imobilizado como viagens longas (aérea e ônibus ), paralisias etc). No protocolo de prevenção de TEV operacionalizado pela SAEL, Serviço de Anestesia Espirito Santense, no Hospital Meridonal, o anestesista realiza a classificação do risco e dá a primeira dose quando indicada.

Para acompanhar notícias e dicas para desenvolver a prevenção, vá ao blog Todos contra TEV.

Ficam as dicas sobre os pacientes sob risco de desenvolver o TEV: 

Tabagistas
Idade acima de 40 anos
Excesso de peso (obesidade)
Presença de varizes nas pernas
Gravidez (risco quatro vezes maior)
Pós-parto (3-5 vezes maior do que na gravidez )
Diversos tipos de câncer: as células cancerosas podem levar a um estado de hipercoagulabilidade do sangue 
AVC (Acidente Vascular Cerebral)
Traumatismos, principalmente nas extremidades inferiores (risco de TVP por volta de 70% )
Doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas
Doenças agudas, como o infarto do miocárdio, e infecções, como pneumonia
Uso de medicações, como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamento hormonais
Fraturas ósseas

Um pouco sobre o Tromboembolismo Venoso: 

O Tromboembolismo Venoso (TEV) é um termo usado para descrever o bloqueio do fluxo de sangue dentro de um vaso sanguíneo por um coágulo ou trombo, que apresenta duas manifestações distintas: a Trombose Venosa Profunda (TVP), quando surge a formação do coágulo na veia profunda da perna, coxa ou pelve, e a sua maior complicação, a Embolia Pulmonar, quando o trombo cai na circulação sanguínea e segue em direção aos pulmões. Dependendo do grau de obstrução nos pulmões, os sinais podem variar deste uma respiração mais curta até sintomas graves, muitas vezes fatais.  

Referências 

1. Geerts WH, e tal. Prevention of venous thromboembolism: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines (8th Edition). Chest. 2008;133(6 Suppl):381S-453S. 
2. Wheeler AP. Identifying at-risk patients for venous thromboembolism prophylaxis. In: Merli GJ, ed. Thrombosis Prophylaxis of Venous Thromboembolism. Bridgewater, NJ: Elsevier; 2005 . p. 9- 
3. Geerts WH, et al. Prevention of venous thromboembolism: the Seventh ACCP Conference on Antithrombotic and Thrombolytic Therapy. Chest. 2004;126(3 Suppl):338S-400S.

Notícia: Nova era na prevenção de trombose

- Nova era na prevenção de trombose.20/06/2012
A cada 37 segundos, uma pessoa morre no mundo devido a complicações do tromboembolismo venoso, um mal silencioso e de difícil diagnóstico. Uma substância surge com a proposta de reduzir o problema.
Belo Horizonte — Terceira doença cardiovascular mais frequente no mundo, depois da isquemia do coração e do acidente vascular cerebral (AVC), o tromboembolismo venoso (TEV) mata 1 milhão de pessoas todos os anos no Estados Unidos e na Europa. Caracteriza-se pela obstrução das veias profundas por um trombo (coágulo de sangue), mais frequentemente na perna ou na coxa do paciente, podendo evoluir para a embolia pulmonar, quando um pedaço do trombo ou mesmo o trombo inteiro (êmbolo) se solta e chega ao pulmão, bloqueando um ou mais vasos e afetando a circulação, podendo causar danos aos pulmões e a outros órgãos vitais e até morte súbita.

O trombo se forma quando a fibrina, uma proteína do organismo, constrói uma rede e retém hemácias, plaquetas e leucócitos. Trata-se de um exagero na coagulação do sangue, que deveria se limitar a fechar lesões que possam ocorrer na parede do vaso sanguíneo. Diminuição do fluxo sanguíneo (frequente em pessoas com varizes acentuadas) e hipercoagulabilidade (percebida em pessoas com doença genética, em usuários de drogas e em grávidas) aumentam as chances de desenvolver o TEV. Outros fatores de risco são idade, obesidade e tabagismo. As situações mais comuns para gerar um tromboembolismo são a mobilidade reduzida por longo período, voos com mais de oito horas de duração, cirurgias ortopédicas, câncer e quimioterapia, anestesia geral, doenças cardiovasculares e insuficiência venosa. 

As tromboses das veias do membro superior também ocorrem com alguma frequência e são desencadeadas principalmente por injeções e por catéteres colocados nos braços de pacientes hospitalizados. No Brasil, a prevalência de TEV é de uma a duas pessoas para cada mil. No mundo, o problema mata 850 mil pessoas por ano, uma a cada 37 segundos. O tratamento mais comum é feito pela varfarina, descoberta há 50 anos. Aprovada no Brasil, para uso nas cirurgias ortopédicas de grande porte, a rivaroxabana surge como inovação do procedimento. Segundo estudos, ela reduz o risco de tromboembolismo venoso total em 70% dos casos de cirurgia de artroplastia total de quadril e em 50% na de joelho.  

Comum em parto

As consequências para a formação do trombo, assintomático em 80% dos casos, são a dissolução pelo próprio organismo por meio do sistema fibrinolítico, que é uma espécie de limpador dos vasos; a obstrução causando a síndrome pós-flebítica e a embolização, que mata em 30% dos casos. O TEV causa mais mortes que o câncer de mama e a Aids, e é a razão de óbito mais comum durante o parto e o puerpério. 

Por conta das dificuldades em diagnosticá-la, o ideal é o médico solicitar a realização de exames específicos, como o doppler, e levar em consideração a avaliação clínica e os fatores de risco. O uso de métodos mecânicos, como meia elástica, compressão pneumática intermitente e bombas de impulsão venosa, auxilia na prevenção. 

Os principais sintomas da trombose venosa profunda são dor e inchaço, que podem surgir juntos. A dor, em geral, começa sem causa aparente nos músculos da panturrilha e se intensifica com a movimentação. Pode aparecer em todo o membro inferior, acompanhando o edema, tendo início só na perna e no pé, em todo o membro ou subindo a perna e atingindo a coxa. Edemas em um só membro e com início agudo têm grande chance de serem provocados pela trombose venosa. Às vezes, existe alteração de cor no membro, que pode ser uma discreta vermelhidão ou um arroxeamento.

TRATAMENTO ATUAL 

Em 70% dos pacientes com trombose venosa profunda, ela se desenvolve como complicação de uma operação cirúrgica, repouso, parto ou gravidez e trauma, sendo as cirurgias de joelho e de quadril as mais propensas ao surgimento de TEV, aumentando as possibilidades em 20 vezes. Os doentes colocados nessas circunstâncias têm diminuição do fluxo de sangue nas veias e alteração do sistema hemostático. Por isso, medidas profiláticas devem ser tomadas em pacientes com maior risco de trombose venosa profunda. A maior novidade na prevenção da doença está no uso de rivaroxabana. No Brasil, por ora, foi aprovada para uso nas cirurgias ortopédicas de grande porte.

Segundo estudos envolvendo mais de 12,5 mil pacientes no mundo, o princípio ativo se mostrou vantajoso frente às demais opções. “É um medicamento que permite ser administrado sempre com dose fixa, sem efeito cumulativo, reduz aumento das enzimas hepáticas, não tem interação alimentar ou medicamentosa, permite um pós-operatório mais rápido e tem elevada biodisponibilidade, já que é oral, o que também aumenta a adesão ao tratamento”, explica Jadelson Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A rivaroxabana é um anticoagulante e age especificamente sobre o fator que atua na formação dos coágulos denominados de fator Xa. Ela reduz o risco de tromboembolismo venoso total em 70% dos casos de cirurgia de artroplastia total de quadril e em 50% na de joelho. Em todos os critérios de comparação, a substância foi mais efetiva que a enoxaparina, medicamento atualmente mais usado no procedimento. E com a vantagem de poder começar a ser administrado somente depois da cirurgia, enquanto a enoxaparina não.

A terapia-padrão também faz uso da varfarina, substância lançada há 50 anos, que, apesar de apresentar uma série de limitações, ainda é amplamente usada no mundo, por sua eficiência. “A varfarina limita o paciente, que não pode comer alimentos verdes, há interações com vários medicamentos (alguns inibindo e outros potencializando seu efeito), demanda rigoroso monitoramento da coagulação, às vezes a cada três dias. E até da dosagem, pois a eficácia do medicamento num mesmo organismo varia a cada dia”, explica Ricardo Pavanello, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.
 
AVC 

A mesma abordagem terapêutica com anticoagulantes tem sido usada na prevenção e no tratamento de AVCs causados pela fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca que atinge cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil. A fibrilação atrial cria um ambiente favorável ao aparecimento de coágulos dentro do coração. Isso ocorre porque o sangue não circula como deveria e, ao ficar parado, endurece. Esses coágulos saem do coração e podem chegar ao cérebro, entupir um vaso sanguíneo e provocar um AVC. A fibrilação está presente em 33% dos pacientes com AVC maiores de 60 anos. 

Os AVCs oriundos da fibrilação atrial são mais graves e com maior possibilidade de recorrência. Quando o acidente vascular cerebral é originado por fibrilação atrial, 75% das vítimas ficam severamente dependentes de cuidados de terceiros, com probablilidade de 50% de morte dentro de um ano. E o custo do tratamento é três vezes maior. O derrame é responsável por 40% de todas as aposentadorias precoces no país. Em termos econômicos, no Brasil, calcula-se que os gastos com assistência médica na hospitalização inicial de pacientes com derrame são de aproximadamente US$ 450 milhões. 

Os sintomas da fibrilação atrial são: palpitação, falta de ar, dor no peito, fadiga, desmaio súbito e tontura. “Hoje, podemos indicar o autoexame do pulso, que pode ser feito pelo paciente e ajudá-lo a identificar uma anormalidade no ritmo cardíaco, por exemplo. Essa anormalidade pode estar relacionada à fibrilação atrial, sobretudo nos indivíduos acima de 70 anos. Já os médicos conseguem fazer o diagnóstico com exames simples, como a checagem do pulso e a auscultação cardíaca, podendo confirmá-lo por meio de um eletrocardiograma de repouso”, pondera Ricardo. Fatores genéticos, idade, pressão alta, diabetes, colesterol alto, obesidade, sedentarismo e tabagismo aumentam as chances de desenvolvimento da doença. Só o cigarro eleva os riscos em seis vezes. O custo mensal do tratamento é de R$ 180.

COMO AGE 

A coagulação necessita de uma série complexa de reações químicas e sinais do corpo. Esse processo de reações químicas é muitas vezes citado como a “cascata de coagulação”. Um dos muitos fatores de coagulação é o  Xa, necessário para produzir a trombina, que promove a formação de coágulos sanguíneos. Uma molécula de fator Xa catalisa a formação de cerca de mil moléculas de trombina por meio do que é conhecido como “explosão da trombina”. A rivaroxabana age inibindo diretamente a segmentação do fator Xa e impedindo a explosão de trombina. A seletividade ao fator Xa tem sido comprovada como clinicamente significativa.


Fonte: Correio Braziliense – Saúde