Prevenção de TEV no pós-operatório: dose adequada, tempo adequado

Prevenção de TEV

Na rotina de prevenção de TEV do paciente cirúrgico, é necessária a manutenção de doses no pós-operatório.

Enquanto o paciente aguarda sua cirurgia internado deve ser classificado como paciente clínico, até que sua cirurgia se efetive!

- Pacientes com risco intermediário e alto devem receber doses de heparina profilática segundo o tipo de cirurgia:

Cirurgia ortopédica de grande porte             10 a 14 dias
Cirurgia Oncológica                                       4 semanas
Politrauma e TRM                                          Até a recuperação
Demais especialidades cirúrgicas                  7 a 10 dias

A prescrição do risco diariamente vai desencadear todos os cuidados pela equipe multiprofissional:

- Cuidados de enfermagem para paciente de riscos intermediário e alto
- Orientações pela farmácia quanto ao uso do anticoagulante
- Acompanhamento fisioterápico, incluindo o diário de caminhada (quantos metros o paciente caminha por dia)

O comitê de TEV do Hospital Meridional estimula seus profissionais através de campanhas e abordagens pessoais, incentivando a adesão ao protocolo institucional. Esse é o modelo TODOS CONTRA TEV! 

App PECTEV

PECTEV 
Programa de Educação Continuada em Tromboembolismo Venoso

Este software tutorial ajuda na avaliação de risco e prevenção do Tromboembolismo Venoso (TEV) em pacientes internados, com base nas diretrizes atualizadas do Conselho Federal de Medicina (CFM)







Como implementar uma diretriz de profilaxia para TEV


Resumo: O objetivo deste artigo é discutir as barreiras para a disseminação de diretrizes médicas e apresentar estratégias que facilitem a aplicação das recomendações na prática clínica. A literatura mostra que são necessários vários anos para que novas evidências científicas passem do papel para a prática do dia-a-dia, mesmo quando há um impacto evidente na mortalidade e na morbidade do paciente. Há alguns exemplos de que se passaram mais de 30 anos desde os primeiros relatos de uso de uma terapia efetiva até a sua utilização rotineira, como no caso do uso de fibrinolíticos no tratamento do infarto agudo do miocárdio. Entre as principais barreiras à implementação de novas recomendações incluem-se a falta de conhecimento da diretriz, a resistência natural a mudanças, a falta de confiança na eficácia, o receio de efeitos colaterais, a dificuldade de lembrar as recomendações, a inexistência de políticas institucionais efetivas e mesmo dificuldades econômicas.

Na tentativa de vencer estas barreiras, uma abordagem múltipla é sempre a melhor estratégia, e deve incluir a disseminação de algoritmos de fácil aplicabilidade, palestras estruturadas e materiais de educação continuada, alertas eletrônicos ou em papel, ferramentas para facilitar a avaliação e a prescrição, além de auditorias periódicas com retorno dos resultados para os médicos envolvidos. Na aplicação destes programas, é fundamental que as sociedades médicas envolvidas com a doença em questão atestem a importância do problema e confirmem o embasamento ético e científico do programa. A formação de comissões multidisciplinares dentro das instituições, com o envolvimento de profissionais que acreditem na causa e que apresentem uma atitude pró-ativa contínua são pontos cruciais para o sucesso do projeto. Neste texto, utilizou-se como exemplo a implantação de uma diretriz para profilaxia de tromboembolismo venoso, mas os conceitos aqui abordados poderão facilmente ser aplicados a qualquer outra diretriz, sendo portanto de grande utilidade para instituições e serviços que desejam melhorar a qualidade do atendimento prestado.

As mudanças na prática médica diária sugeridas por diretrizes podem demorar para ocorrer, entretanto, contando com uma participação mais abrangente dos líderes de opinião e com as várias ferramentas listadas aqui, com toda a certeza, têm maior probabilidade de atingir seus objetivos principais: a melhoria do atendimento e a segurança do paciente.


Programa Brasileiro de Segurança do Paciente está de cara nova!

O Programa Brasileiro de Segurança do Paciente é uma iniciativa destinada a criar uma mudança fundamental na cultura dos hospitais participantes. Usando uma abordagem que combina componentes de movimentos sociais e os aspectos de melhoria dos serviços. 

A visão de longo prazo do programa é criar a mentalidade de "não danos evitável".

O Programa centrou-se na implementação de intervenções clínicas criticas e com forte consistência em evidencias científicas e nas ações das lideranças  para a segurança.

A meta é “salvar vidas e evitar danos aos pacientes”, o Programa Brasileiro de Segurança do Paciente reproduz, no país, as conquistas já obtidas em outros programas internacionais, mas com um grande diferencial tornar-se a única plataforma de banco de dados nacional (Núcleo Epidemiológico Integrado) sobre informações estruturadas de qualidade e segurança do paciente.

O objetivo central do Programa, é promover uma rede de informações e comunicação entre os Hospitais Multiplicadores e Integrantes para troca de experiências, disseminação das melhores práticas, estruturação de protocolos baseados nas melhores práticas relacionados à qualidade e segurança do paciente e promover a capacitação das equipes multidisciplinares. Estas ações serão realizadas através de uma plataforma  webservice que facilitará a comunicação em todo o território nacional e internacional, criando um canal de comunicação aberto com todos os integrantes.

Vale a visita pelo site: Segurança do Paciente

O que é Trombose?

O que é Trombose?


Sinônimos: Trombose venosa profunda, coágulos sanguíneos nas pernas
A trombose venosa profunda é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia localizada no interior de uma parte do corpo, geralmente nas pernas.

Causas

A trombose venosa profunda (TVP) afeta principalmente as veias grandes no segmento inferior das pernas e das coxas. O coágulo pode bloquear o fluxo sanguíneo e causar inchaço e dor. Quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, é chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.
AdamEsquematização de um coágulo sanguíneo
Os coágulos de sangue podem se formar quando algo retarda ou altera o fluxo de sangue nas veias. Os fatores de risco incluem:
  • Após um cateter de marcapasso ter sido passado através da veia na virilha
  • Repouso absoluto
  • Hábito de fumar
  • Histórico familiar de coágulos sanguíneos
  • Fraturas na pélvis ou nas pernas
  • Parto nos últimos 6 meses
  • Insuficiência cardíaca
  • Obesidade
  • Cirurgia recente (especialmente cirurgia de quadril, joelho ou cirurgia pélvica feminina)
  • Glóbulos sanguíneos em excesso sendo produzidos pela medula óssea (policitemia vera), tornando o sangue mais denso e lento do que o normal
Você também tem mais probabilidade de desenvolver TVP se você tiver alguma das seguintes condições:
  • Sangue que tem mais propensão de coagular (hipercoagulabilidade)
  • Câncer
  • Tomar estrogênios ou pílulas anticoncepcionais. Este risco é ainda maior se você fumar.
As TVPs são mais comuns em adultos com mais de 60 anos, mas podem ocorrer em qualquer idade.
Ficar sentado por períodos longos ao viajar pode aumentar o risco de TVPs. É mais provável quando um ou mais dos fatores de risco listados acima também estejam presentes.

Exames

Seu médico realizará um exame físico. O exame pode mostrar uma perna vermelha, inchada ou sensível.
AdamTrombose venosa profunda
Os seguintes testes podem ser feitos:
  • Exame de sangue de dímeroD
  • Exame de ultrassom Doppler das pernas
  • Pletismografia (medição do fluxo sanguíneo) das pernas
  • Raio X para mostrar as veias na área afetada (venografia)
Exames de sangue podem ser feitos para verificar se há mais chance de coagulação de sangue (hipercoagulabilidade). Esses testes incluem:
  • Resistência à proteína C ativada (verifica se há a mutação do fator V de Leiden)
  • Níveis de antitrombina III
  • Anticorpos antifosfolipídeos
  • Teste genético para procurar mutações que tornem você mais suscetível a desenvolver coágulos sanguíneos, como a mutação G20210A da protrombina
  • Anticoagulantes de lúpus ou
  • Níveis de proteína C e S
  • Triagem para coagulação intravascular disseminada (CIVD)
Esta lista não abrange tudo.
Fonte: http://www.minhavida.com.br/

Prevenção da trombose pede uso de anticoagulantes e meias de compressão

O problema é mais comum do que se pensa: a coagulação fora do normal, que provoca a trombose, pode surgir após cirurgias, no tratamento de tumores ou mesmo em resposta a longas viagens. Sintomas como inchaço, dores e vermelhidão nas pernas (85% dos casos manifestam-se nos membros inferiores) denunciam que é preciso buscar ajuda médica imediatamente. Por isso é importante saber se você tem predisposição a ele. Alterações genéticas, complicações no pós-parto, cirurgias e longas viagens podem desencadear trombose ao afetar o mecanismo de coagulação sangüínea , afirma o cirurgião vascular Erasmo Simão da Silva, coordenador da Liga Acadêmica de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo.

Tomar medicação que diminua a formação dos trombos (coágulos), manter as pernas em repouso num nível mais alto do que o corpo e usar meias de compressão são algumas das medidas preventivas adotadas por quem sofre de trombose, como é o caso do ator Jackson Antunes, que interpreta Leonardo em A Favorita.

Mas só isso não é suficiente para afastar os riscos. Na entrevista abaixo, o médico da USP explica, de forma bastante simples e didática, tudo o que você pode fazer para levar uma vida sem limitações.

Existe algum perfil de paciente mais sujeito à trombose? 
Estão mais suscetíveis à trombose venosa pessoas obesas, em tratamento de tumores, que apresentaram um derrame ou traumatismo grave ou pessoas internadas em unidades de terapia intensiva, além de pacientes com histórico familiar de trombose venosa. Mulheres que fazem uso de anticoncepcionais orais ou reposição hormonal, assim como os fumantes em geral, também estão mais sujeitos. 

Algumas circunstâncias, como alterações genéticas, afetam o mecanismo de coagulação: gravidez e pós-parto, cirurgias de médio e grande portes, infecções e doenças graves. Traumatismos e imobilização prolongada também aumentam o risco de uma pessoa sofrer uma trombose venosa.

Que riscos à saúde ela traz? 
O perigo mais grave da trombose é a chamada embolia pulmonar, que pode ser fatal. A embolia pulmonar ocorre quando fragmentos de coágulos (trombos) formados nas veias se desprendem e migram pela circulação até os pulmões, entupindo os vasos pulmonares e impedindo a perfeita oxigenação do organismo. 

Normalmente o problema acontece mais de uma vez?
Pacientes que já tiveram trombose uma vez têm mais chances de ter a doença novamente. Segundo as estatísticas, o risco de nova trombose é até 50% superior porque já existe o fator predisponente e a lesão do vaso venoso.

Qual a diferença entre trombose e embolia? 
A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo de sangue (trombo) no interior das veias que bloqueia parcial ou totalmente o fluxo sangüíneo. O trombo surge quando ocorre algum desequilíbrio no mecanismo de coagulação e favorece a formação dos trombos. Isso pode estar associado a uma pré-disposição genética ou a condições transitórias, como obesidade, gravidez, tabagismo e uso de medicamentos hormonais. Já a embolia pulmonar ocorre quando um fragmento do coágulo sangüíneo se desprende e se desloca para os pulmões, onde pode provocar um bloqueio do fluxo sangüíneo e interromper a oxigenação do organismo. É uma condição séria que pode provocar dano permanente nos pulmões afetados e em outros órgãos do corpo. A embolia pulmonar é uma doença silenciosa e potencialmente fatal. Quase um quarto dos pacientes com embolia pulmonar sofre morte súbita.  

Por que a trombose é mais comum nas pernas? Ela pode ocorrer em outras partes do corpo? 
Embora possa ocorrer em qualquer parte do corpo, em 85% dos casos, a trombose venosa profunda ocorre nas veias das pernas. Isso acontece devido à pressão venosa ser maior nas veias das pernas do que em outras veias do corpo por causa da ação da gravidade. 



Quais os sintomas mais comuns de que há algo errado? 
Os sintomas mais comuns da trombose são dor, inchaço súbito e não corriqueiro nas pernas, vermelhidão e calor associado a endurecimento de uma veia superficial e rigidez da musculatura posterior da perna. Os trombos formam-se subitamente, em segundos. Sua propagação pode demorar horas ou dias se o tratamento não for feito rapidamente. 

Anticoncepcionais podem favorecer a trombose? 
As mulheres são mais acometidas pela doença devido à maior freqüência de problemas genéticos que desencadeiam a trombose. Nas paredes venosas, existem receptores hormonais que causam relaxamento da parede da veia, e os hormônios femininos tendem a provocar o aumento de coagulação sanguínea. Por esse motivo, o uso de anticoncepcionais orais e hormônios de reposição hormonal aumentam os riscos de trombose venosa. 

Como é feito o tratamento? 
O tratamento preventivo é feito com medicamentos anticoagulantes, que evitam a formação de trombos. Os remédios protegem os pacientes mais suscetíveis do risco potencial de desenvolver a trombose venosa e a embolia pulmonar. Recentemente, foi lançado em alguns países europeus, um novo anticoagulante oral, o etexilato de dabigatrana, que previne a formação de trombos. Seu uso inicial está indicado na profilaxia da trombose em pacientes submetidos à artroplastia (cirurgia de reposição da articulação) do joelho ou quadril. Esse novo medicamento acrescenta uma importante ferramenta na profilaxia da trombose e da embolia pela possibilidade de administração oral. Não há, com ele, necessidade de colher vários exames para controlar a coagulação sanguínea. A profilaxia está indicada somente para pessoas com predisposição ou com fatores de risco e que vão ser submetidas a cirurgias ou realizar longas viagens. 

As meias tensoras ajudam mesmo? 
As meias são utilizadas na profilaxia e para o tratamento de pessoas que já apresentaram trombose. A intensidade do uso deve ser norteada pelo quadro clínico. Alguns pacientes devem usá-las sempre, outros somente em situações de risco. 

Algum tipo de massagem ajuda? 
As pessoas sem antecedentes e sem fatores de risco não se beneficiam de massagens ou de hábitos como dormir com as pernas elevadas. No quadro de trombose venosa aguda, o repouso com os membros elevados é fundamental. O tratamento mais indicado é realizado com anticoagulantes. 

Alguma doença é, geralmente, associada à trombose? 
Doenças hematológicas e tumores estão associados aos quadros de trombose mais graves.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/

Tratamento e prevençao de trombocitopenia induzida por heparina

 2012 Feb;141(2 Suppl):e495S-530S. doi: 10.1378/chest.11-2303.

Treatment and prevention of heparin-induced thrombocytopenia: Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines.

Abstract

BACKGROUND:

Heparin-induced thrombocytopenia (HIT) is an antibody-mediated adverse drug reaction that can lead to devastating thromboembolic complications, including pulmonary embolism, ischemic limb necrosis necessitating limb amputation, acute myocardial infarction, and stroke.

METHODS:

The methods of this guideline follow the Methodology for the Development of Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis Guidelines: Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines in this supplement.

RESULTS:

Among the key recommendations for this article are the following: For patients receiving heparin in whom clinicians consider the risk of HIT to be > 1%, we suggest that platelet count monitoring be performed every 2 or 3 days from day 4 to day 14 (or until heparin is stopped, whichever occurs first) (Grade 2C). For patients receiving heparin in whom clinicians consider the risk of HIT to be < 1%, we suggest that platelet counts not be monitored (Grade 2C). In patients with HIT with thrombosis (HITT) or isolated HIT who have normal renal function, we suggest the use of argatroban or lepirudin or danaparoid over other nonheparin anticoagulants (Grade 2C). In patients with HITT and renal insufficiency, we suggest the use of argatroban over other nonheparin anticoagulants (Grade 2C). In patients with acute HIT or subacute HIT who require urgent cardiac surgery, we suggest the use of bivalirudin over other nonheparin anticoagulants or heparin plus antiplatelet agents (Grade 2C).

CONCLUSIONS:

Further studies evaluating the role of fondaparinux and the new oral anticoagulants in the treatment of HIT are needed.