Papel da equipe multidisciplinar na prevenção de TEV

Papel da equipe multidisciplinar na prevenção de TEV

Médico: Classifica o risco à partir de fluxograma próprio, avalia o risco e prescrever esse risco como ítem de prescrição. Prescrever o método farmacológico e/ou mecânico quando aplicável, de acordo com o risco classificado. Realiza orientação de alta.

Enfermeiro: Confere o risco do paciente conforme classificação de risco e prescrição médica efetuadas pelo médico. Faz as medidas para a escolha correta de métodos mecânicos (compressão pneumática intermitente e meia elástica).

Farmacêutico: Avalia a dose e frequência prescritas, acompanha a prescrição de métodos mecânicos e sua data de instalação, confronta com a classificação do risco, registra em prontuário e comunica ao médico discrepâncias. Realiza orientação de alta.

Nutricionista: Avalia a interação fármaco-nutrientes, adequa a dieta conforme recomendação e realiza orientação de alta.

Laboratório: Comunicar equipe médica resultado crítico de TAP e PTTK (incoagulável) e plaquetopenia (menor que 50.000 unidades e aglomerado de plaquetas). 

Fisioterapeuta: Implementa os métodos mecânicos (Compressão intermitente e deambulação precoce).

Profilaxia com métodos mecânicos

Profilaxia com métodos mecânicos

Os métodos mecânicos são utilizados quando o paciente possui alguma contraindicação para a quimioprofilaxia e como associação. Os tipos de profilaxia mecânica são:

Meia Elástica de Compressão Gradual (MECG) - Uso dessa profilaxia mecânica é aceitável em pacientes de baixo risco ou especialmente naqueles com alto risco de sangramento quando usados em combinação com anticoagulantes para melhorar sua eficácia.

Compressão Pneumática Intermitente (CPI) – Recomenda-se o uso do CPI e outros métodos mecânicos como alternativa de prevenção de TVP em pacientes em que a anticoagulação está contraindicada de forma absoluta e relativa.

As contraindicações à utilização da profilaxia mecânica são:

1.      Fratura exposta
2.      Infecção em MMII
3.      Insuficiência arterial periférica de MMII
4.      Insuficiência cardíaca grave
5.      Úlcera em MMII
6.      TVP instalada
7.      Estado de Choque


A Fisioterapia Motora (FM) também é recurso mecânico usado para prevenção de TEV, uma vez que dispõe de técnicas de massoterapia (drenagem linfática), mobilização dos membros passiva e ativa, estimulação elétrica e estímulo à deambulação.

Classificação de TEV em pacientes clínicos


Classificação de TEV em pacientes cirúrgicos



Fatores de Risco para TEV

Fatores de Risco para TEV

Algumas doenças ou condições representam um risco adicional para o desenvolvimento de complicações tromboembólicas, tanto em pacientes clínicos quanto cirúrgicos.

Se você se enquadra em um desses fatores, informe seu médico. Ele saberá prescrever a forma adequada de prevenção farmacológica ou mecânica.

Lembre-se que o importante é não ficar parado!

Somos todos contra TEV!

AVC
Infecção
Câncer
Insuficiência arterial periférica
Cateteres centrais e Swan-Ganz
Internação em UTI
Doença inflamatória intestinal
Obesidade (IMC  30kg/m²)
Doença respiratória grave
Paresia / Paralisia MMII
Doença reumatológica aguda
Quimio / Hormonioterapia
Gravidez e Pós-parto
Reposição hormonal / Contraceptivos
História prévia de TEV
Síndrome nefrótica
IAM
Trombofilia
ICC Classe III e IV
Varizes / Insuficiência venosa crônica
Idade  55 anos
Tabagismo

TROMBOSE

Trombose é um distúrbio vascular causado pela formação de um coágulo de sangue (trombo) dentro de um vaso sanguíneo (veia ou artéria), impedindo ou interrompendo o fluxo de sangue. Esses trombos podem obstruir a circulação no local ou, na pior hipótese, atingir os pulmões, bloqueando a oxigenação do sangue (embolia pulmonar). Alguns fatores como hipertensão, obesidade, sedentarismo, tabagismo, imobilização prolongada, gravidez, estresse, diabetes, traumatismos, certos procedimentos cirúrgicos ou uso de pílulas anticoncepcionais podem promover processos trombóticos vasculares.
Existem dois tipos de trombose:
Trombose venosa
É causada por um coágulo de sangue que se desenvolve em uma veia. Pode ser o resultado de doenças ou lesões nas veias das pernas, imobilidade por qualquer motivo, fratura, certos medicamentos, obesidade, doenças hereditárias ou predisposição hereditária. Existem várias doenças que podem ser classificados nesta categoria. Podemos destacar a trombose venosa profunda que é uma doença relativamente comum. Ela ocorre em 90% dos membros inferiores com maior frequência para a perna esquerda e os 10% restante afeta os membros superiores, pelves, cavidade abdominal, torácica, cabeça e pescoço.
Trombose arterial
É causada por um coágulo de sangue que se desenvolve em uma artéria. Quando a trombose arterial ocorre nas artérias coronárias pode causar um ataque cardíaco no indivíduo. Quando isso acontece na circulação cerebral, pode causar acidente vascular cerebral ou falta de oxigênio para outros órgãos.
Qualquer pessoa pode adquirir trombose, embora geralmente a doença se desenvolva em pessoas mais velhas. Há uma série de fatores que tornam mais prováveis o desenvolvimento deste distúrbio, incluindo histórico familiar, inatividade e obesidade. Muitas vezes a trombose desenvolve pouco ou quase nenhum sintoma no indivíduo, e é muitas vezes referida como uma doença silenciosa. As veias das pernas são mais comumente atingidas pela trombose e, sintomas como dor intensa, inchaço na perna, vermelhidão, calor no local, endurecimento da musculatura da perna e formação de nódulos dolorosos nas varizes, são freqüentes. Portanto, é importante estar ciente dos sinais e fatores de risco de trombose.
O tratamento específico de trombose será determinado pelo médico com base na idade e saúde geral do paciente, a extensão e o tipo de trombose, bem como sua tolerância para medicamentos, procedimentos ou terapias. O tratamento pode incluir medicamentos anticoagulantes como a heparina, cateteres, entre outros.
Para evitar a trombose recomenda-se:
  • Não fumar
  • Manter o peso equilibrado e dentro do IMC .
  • Após algum tipo de cirurgia é conveniente colocar o corpo em movimento .
  • Diabéticos e hipertensos devem seguir uma dieta rigorosa e não parar a medicação .
  • Praticar regularmente exercícios físicos.
  • Mulheres cuja idade seja superior a 35 anos, devem tomar cuidado com o uso de pílulas anticoncepcionais.
FONTE: InfoEscola

O que é trombose venosa profunda?

TROMBOSE VENOSA

http://www.drmarcelobdalio.com.br/problemas-vasculares/trombose-venosa

O que é trombose venosa profunda?

Trombose venosa profunda é o termo médico para a formação de coágulos de sangue dentro das veias profundas das pernas. Os médicos frequentemente chamam a trombose venosa profunda pela abreviatura TVP.


O sangue normalmente coagula para estancar sangramentos. Quando o coágulo se forma dentro da veia, ocorre um bloqueio da circulação e o sangue não consegue retornar para o coração. Isto causa inchaço e dor na perna.


O problema mais grave ocorre quando o coágulo que está dentro da veia migra para o pulmão e bloqueia a circulação pulmonar. Isto prejudica a respiração, causa falta de ar grave e pode levar à morte. Os médicos chamam os casos em que o coágulo vai das pernas para o pulmão de embolia pulmonar. A embolia pulmonar é também conhecida como tromboembolia pulmonar ou pela sigla TEP. 


Quais são os sintomas da trombose venosa profunda?


A perna com trombose venosa profunda normalmente tem:
  
  • Inchaço
  • Dor
  • Calor e vermelhidão

Algumas vezes, os coágulos se formam nas veias próximas à superfície da pele, ao invés das veias profundas. Estes coágulos causam dor e vermelhidão na pele, e é possível sentir que as veias ficam endurecidas. O nome deste problema é tromboflebite.


Se você suspeita que tem trombose venosa profunda, entre em contato com o cirurgião vascular. Coágulos nas veias próximas à superfície da pele (tromboflebite) geralmente não são perigosos. Mas coágulos nas veias profundas podem ser fatais. O cirurgião vascular solicitará os exames necessários para diagnosticar a trombose.



Quais são os sintomas da embolia pulmonar?


Os coágulos que migram para o pulmão geralmente causam:

  
  • Falta de ar
  • Dor no peito ao respirar
  • Tosse seca ou com catarro com sangue
  • Aceleração dos batimentos cardíacos

Se você sentir algum destes sintomas, procure um serviço de urgência e emergência. No hospital, os médicos farão os testes para descobrir se você tem embolia pulmonar. 



Qual é o tratamento da trombose venosa profunda?


A trombose venosa profunda é tratada com medicamentos que impedem a formação de coágulos. Eles fazem com que o coágulo não cresça e impedem que ele migre para o pulmão. Alguns destes medicamentos são aplicados como injeção e outros podem ser tomados como comprimidos.


Pessoas com trombose venosa profunda geralmente tomam estes medicamentos como comprimido por, no mínimo três meses após o episódio. Fazendo o tratamento correto, novos coágulos ficam impedidos de se formar. Isto é importante porque a trombose pode ocorrer novamente na mesma veia, ou em outra.


O mais importante é usar o medicamento exatamente da maneira que o cirurgião vascular prescrever. Se você esquecer de tomar um comprimido, tome a dose esquecida tão logo seja possível no mesmo dia. Não tome uma dose dupla no dia seguinte para compensar a dose perdida. Caso haja dúvida, entre em contato com o cirurgião vascular.


Os medicamentos mais utilizados hoje necessitam de exames de sangue para saber se a dose está correta. Se houver alguma alteração nos exames, o cirurgião vascular deve ajustar a dose. Em doses erradas, os medicamentos podem não ter efeito, ou causar sangramentos


Posso fazer alguma coisa para evitar a trombose venosa profunda?


Sim. Algumas pessoas têm trombose porque ficam por um período muito longo sentadas. Pessoas que fazem viagens de avião que duram mais de oito horas têm risco de trombose venosa. Você pode evitar a trombose venosa durante um voo longo tomando as seguintes precauções:


  • Levantar-se e andar no corredor do avião a cada duas horas.
  • Usar roupas largas e confortáveis.
  • Peça para se sentar na primeira fila ou na saída de emergência, onde há mais espaço para mover as pernas.
  • Exercite-se flexionando e estendendo os pés e dobrando os joelhos a cada hora.
  • Beba bastante líquido e evite o excesso de álcool.
  • Evite tomar medicamentos para dormir, que podem impedir que você se levante e ande durante a viagem. 

Dica do Google e HIAE

Frequencia Comum
Mais de 150 mil casos por ano (Brasil)
Requer um diagnóstico médico
Sempre requer exames laboratoriais ou de imagem
Tratável por um médico
Médio prazo: resolve-se dentro de meses
Esta doença é grave, pois o sangue coagulado pode soltar-se e acumular-se nos pulmões.
Podem ocorrer dores ou inchaço nas pernas, mas pode não haver sintomas. Os tratamentos incluem medicamentos e uso de meias compressoras.
Requer um diagnóstico médico
Podem ocorrer dores ou inchaço nas pernas, mas pode não haver sintomas.
Pode não ter sintomas, mas as pessoas podem ter:
Dor local: panturrilha ou perna
Também comum: edema periférico, pele quente ou sensibilidade ao toque
Ao pesquisar uma doença no google Brasil, encontramos relatos breves e fidedignos pela parceria do Google e Hospital Israelita Albert Einstein. 

As dicas servem de consulta rápida e indicação para a procura de profissional habilitado de acordo com a gravidade do quadro. 

Trombose Venosa Profunda

A Trombose Venosa Profunda (TVP), conhecida como flebite ou tromboflebite profunda, é a doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias - vasos sangüíneos que levam o sangue de volta ao coração - em um local ou momento não adequados (devemos lembrar que a coagulação é um mecanismo de defesa do organismo). As veias mais comumente acometidas são as dos membros inferiores (cerca de 90% dos casos). Os sintomas mais comuns são a inchação e a dor.
É uma patologia mais freqüente em pessoas portadoras de certas condições predisponentes - uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal, tabagismo, presença de varizes, pacientes com insuficiência cardíaca, tumores malignos, obesidade ou a história prévia de trombose venosa.
Outras situações são importantes no desencadeamento da trombose: cirurgias de médio e grande portes, infecções graves, traumatismo, a fase final da gestação e o puerpério (pós-parto) e qualquer outra situação que obrigue a uma imobilização prolongada (paralisias, infarto agudo do miocárdio, viagens aéreas longas, etc). Entre as condições predisponentes é importante citar ainda a idade avançada e os pacientes com anormalidade genética do sistema de coagulação.
A TVP pode ser de extrema gravidade na fase aguda, causando embolias pulmonares muitas vezes fatais (embolia pulmonar é causada pela fragmentação dos coágulos e a migração destes até os pulmões, entupindo as artérias pulmonares e gerando graves problemas cardíacos e pulmonares).
Na fase crônica, após dois a quatro anos, os principais problemas são causados pela inflamação da parede das veias que, ao cicatrizarem, podem levar a um funcionamento deficiente destes vasos sangüíneos.
O conjunto das lesões (pigmentação escura da pele, grandes varizes, inchação das pernas, eczemas e úlceras de perna) é chamado de síndrome pós-flebítica. Esta complicação leva a imensos problemas socio-econômicos por ser de tratamento caro, prolongado e extremamente penoso em suas repercussões sociais.
A TVP é, muitas vezes, assintomática. O diagnóstico clínico é difícil. O exame mais utilizado para o diagnóstico da TVP é o Eco Color Doppler.
O tratamento é feito com substâncias anticoagulantes (impedem a formação do trombo e a evolução da trombose) ou fibrinolíticos (destroem o trombo). Mais modernamente, e em situações selecionadas, o tratamento da TVP pode ser feito na própria residência do paciente, usando-se as heparinas de baixo peso molecular.